A eliminação da seleção inglesa na semifinal da Copa do Mundo de 2026, após uma derrota de 2 a 1 para a Argentina, gerou uma onda de críticas à estratégia do técnico Thomas Tuchel. Apesar de o treinador ter mencionado a “passividade” de seus jogadores como um dos fatores que contribuíram para a derrota, a mídia britânica não poupou palavras ao atacar suas decisões táticas durante a partida.
O tabloide The Sun foi um dos primeiros a disparar críticas, utilizando um trocadilho com o sobrenome de Tuchel e a expressão em inglês “lose your touch” (perder o toque), questionando se o técnico havia realmente “perdido seu toque”. O jornal ainda afirmou que “Thomas estragou tudo”, referindo-se às escolhas que levaram a uma postura defensiva da equipe após o gol de Anthony Gordon, marcado aos 55 minutos do jogo.
As substituições realizadas por Tuchel, que incluiu a entrada de Ezri Konsa e Dan Burn para reforçar a defesa, foram vistas como um erro crucial. Torcedores presentes no estádio reviveram o trauma de semifinais passadas, lembrando-se da derrota para a Croácia em 2018 e da final da Eurocopa contra a Itália em 2021, ambas em que a Inglaterra deixou escapar uma vantagem inicial.
O Daily Mail também se juntou às críticas, lamentando que, apesar da contratação de Tuchel para resolver os problemas táticos da seleção, o resultado foi decepcionante, semelhante ao que ocorreu sob a direção de Gareth Southgate. “As substituições de Thomas Tuchel custaram à Inglaterra o jogo contra a Argentina. A equipe ficou sem ideias e sucumbiu a partir daquele momento”, escreveu o jornal, ressaltando que a equipe retornou a hábitos que haviam sido criticados anteriormente.
O colunista Martin Samuel, do The Times, expressou sua frustração ao afirmar que Tuchel foi tão conservador quanto seus antecessores. Ele destacou que a expectativa era de que o novo treinador superasse o medo que permeava a equipe, mas os resultados demonstraram o contrário. “O que não pula é inglês, como cantam os argentinos. E o que sabe como manter uma vantagem em uma semifinal de Copa do Mundo, definitivamente não é”, lamentou.
As críticas se intensificaram ainda mais quando alguns veículos de comunicação relembraram declarações anteriores de Tuchel, nas quais ele afirmava que jogadores que perderam a final da Eurocopa 2024 estavam mais preocupados em não perder do que em vencer. “Não é tão fácil quanto parece essa coisa de treinar seleções”, concluiu Samuel, refletindo sobre a complexidade do trabalho de um treinador em competições internacionais.
Apesar da enxurrada de críticas, a mídia britânica não acredita que Tuchel esteja em risco de demissão. Com contrato até a Eurocopa de 2028, onde a Inglaterra será coanfitriã, a expectativa é que ele permaneça à frente da seleção, em busca de reverter a situação e trazer melhores resultados nas futuras competições.




