Post: Denúncia contra Infantino no COI por apoio a Trump levanta questões sobre neutralidade política

fifa - ONG FairSquare denuncia Gianni Infantino ao COI por apoio a Donald Trump, levantando questões sobre neutralidade política no esporte.
Imagem gerada com IA

A ONG de direitos humanos FairSquare apresentou, na última terça-feira (14), uma denúncia ao Comitê Olímpico Internacional (COI) contra o presidente da FIFA, Gianni Infantino. A organização alega que Infantino violou regras de neutralidade política ao oferecer apoio ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa acusação surge em meio a um contexto de crescente escrutínio sobre a conduta de líderes esportivos em relação a questões políticas.

Entre as violações mencionadas, destaca-se a decisão da FIFA de suspender os efeitos de um cartão vermelho aplicado ao atacante americano Folarin Balogun durante a Copa do Mundo. A expulsão, que normalmente resulta em uma suspensão automática de um jogo, foi revista pela entidade, que invocou o artigo 27 de seu Código Disciplinar. Este artigo permite a suspensão total ou parcial de sanções, mas a FIFA não esclareceu os motivos que levaram à sua decisão. Balogun participou da partida de oitavas de final contra a Bélgica, que resultou na eliminação da seleção coanfitriã por 4 a 1.

Trump, que admitiu ter intervenido junto a Infantino para que o cartão vermelho fosse revisado, chegou a desqualificar o árbitro Raphael Claus, que aplicou a sanção. A FairSquare argumenta que há evidências de que Infantino cometeu “cinco violações claras” das normas do COI, que proíbem manifestações políticas explícitas por parte de seus membros.

Essa não é a primeira vez que Infantino enfrenta questionamentos sobre sua conduta. Em dezembro de 2025, a FairSquare já havia apresentado uma denúncia ao Comitê de Ética da FIFA, alegando que ele havia infringido as regras de neutralidade política. Embora a câmara de investigação do comitê tenha confirmado o recebimento da denúncia, não houve mais informações sobre o andamento do caso desde então.

Desde que ingressou no COI em 2020, Infantino se comprometeu a cumprir as rigorosas regras de neutralidade política estabelecidas na Carta Olímpica e no Código de Ética do COI. A FairSquare enfatiza que, ao assumir essa posição, Infantino jurou respeitar essas normas, e o COI possui a autoridade para expulsar membros que não as cumpram. A ONG aguarda agora uma resposta do COI sobre a denúncia apresentada.

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