O governo dos Estados Unidos anunciou, na noite de quarta-feira (15), a implementação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Essa decisão, que entra em vigor no dia 22 de julho, é o resultado de uma investigação iniciada em julho do ano passado pelo USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA). A medida visa abordar questões como o sistema de pagamentos Pix e o mercado de etanol. As tarifas foram estabelecidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite a imposição de tarifas a países que violam acordos comerciais. A investigação, que se intensificou sob a administração anterior, foi concluída em junho deste ano. Entre os principais alvos estão o Pix, acusado de receber tratamento preferencial, e o etanol, cuja importação dos EUA foi restringida pelo Brasil desde 2017. Além disso, a investigação também abordou temas como tarifas preferenciais injustas, a aplicação da Lei Anticorrupção e questões relacionadas ao desmatamento ilegal. O Brasil, agora, se torna o segundo país mais tarifado pelos EUA, atrás apenas da China. Antes da nova tarifa, ocupava o 13º lugar nesse ranking. A tarifa global de 10% imposta anteriormente sobre todos os países ainda está em vigor, o que significa que a carga total sobre produtos brasileiros pode alcançar 35%. No entanto, essa primeira tarifa deve expirar em julho, o que pode evitar a soma das taxas. O USTR também está investigando a possibilidade de uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos fabricados com trabalho forçado, o que poderia elevar a carga total para 37,5%. A decisão sobre a aplicação dessas tarifas ficará a cargo do presidente americano. Diante desse cenário, o governo brasileiro deve se preparar para responder a essas novas imposições e buscar alternativas para minimizar os impactos econômicos dessa medida.




