Post: STF deve barrar proposta de aposentadoria dos agentes de saúde aprovada pelo Senado

STF deve barrar proposta de aposentadoria dos agentes de saúde aprovada pelo Senado, devido ao impacto fiscal bilionário.
Imagem gerada com IA

O Supremo Tribunal Federal (STF) parece inclinado a decidir a favor do governo Lula e barrar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. A proposta, aprovada recentemente pelo Senado, é considerada uma “pauta-bomba” devido ao seu potencial impacto fiscal, estimado em R$ 30 bilhões ao longo de dez anos.

Ministros da corte, incluindo representantes de diferentes alas, avaliam que há uma boa chance de concessão de uma liminar para derrubar a PEC, especialmente se o texto não apresentar uma indicação clara sobre as fontes de receita que compensariam os gastos adicionais. Como a proposta já foi validada pela Câmara dos Deputados, ela segue diretamente para promulgação, sem possibilidade de veto pelo presidente da República.

Diante desse cenário, o governo Lula intensificou suas articulações. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reunirá com o presidente do STF, Edson Fachin, para discutir, entre outros assuntos, a pauta-bomba. Durigan já deixou claro que pretende acionar o STF em busca de um “respeito ao equilíbrio fiscal”.

A PEC cria uma aposentadoria especial para os agentes de saúde, permitindo uma idade mínima menor em comparação a outros segurados da Previdência. Além disso, oferece um benefício complementar a profissionais vinculados ao INSS e garante a integralidade e paridade para essa categoria, que abrange cerca de 377 mil pessoas.

Na corte, a percepção é de que o STF tem sido rigoroso com iniciativas que preveem aumento de gastos sem a devida análise de impacto e sem especificação de medidas compensatórias. Em um caso recente, o tribunal decidiu que a ampliação de incentivos fiscais não pode ocorrer sem a indicação de fontes de receita para cobrir a renúncia fiscal, conforme estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

O ministro Gilmar Mendes propôs a criação de uma súmula que declare inconstitucionais propostas legislativas que não atendam a esses critérios. Um edital foi aberto para que interessados apresentem sugestões para aprimorar a redação da súmula, com prazo até o fim de agosto. A expectativa é que a ação do governo contra a PEC dos agentes de saúde tramitem de forma acelerada, impulsionando o debate sobre a nova súmula.

Últimas Notícias