Post: Belo Horizonte proíbe publicidade de apostas em espaços públicos

Belo Horizonte proíbe publicidade de apostas em espaços públicos, seguindo exemplo do Rio de Janeiro. Entenda as novas regras.
Imagem gerada com IA

A cidade de Belo Horizonte tomou uma medida significativa ao proibir a publicidade de plataformas de apostas de quota fixa, conhecidas como bets, em espaços públicos. A decisão foi oficializada no Diário Oficial do Município na terça-feira (14), logo após o Rio de Janeiro ter implementado um decreto semelhante.

A administração da capital mineira esclareceu que a proibição se aplica a qualquer publicidade de bets em órgãos ou entidades vinculadas à prefeitura, além de eventos organizados pelo poder público municipal. Essa ação visa proteger a população de possíveis influências negativas associadas às apostas.

A proibição se estende ao mobiliário urbano, incluindo abrigos de ônibus, bancos de praça, lixeiras e outros equipamentos públicos que atendem à população. Além disso, em áreas privadas, a publicidade de bets será vetada em um raio de 100 metros de instituições como escolas e museus, especialmente quando direcionada a crianças e adolescentes.

No Rio de Janeiro, a proibição também se aplica a locais com publicidade exterior e mobiliário urbano, onde a exploração depende de autorização municipal.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa as empresas do setor, anunciou que tomará medidas para contestar as restrições impostas por Belo Horizonte e Rio de Janeiro. A entidade está avaliando as ações a serem adotadas e ressaltou que respeita a autonomia dos municípios, mas acredita que discussões sobre restrições à publicidade devem ocorrer em nível federal.

Em nota, a ANJL classificou as decisões como ataques infundados e destacou que o mercado de bets é regulado, contribui com impostos e gera milhares de empregos. A associação se colocou à disposição das autoridades federais e do Congresso Nacional para um debate fundamentado sobre a regulamentação da atividade no Brasil.

Na última sexta-feira (10), os Ministérios da Fazenda e da Justiça e Segurança Pública publicaram novas regras para a publicidade das apostas de quota fixa. Uma das portarias determina que, a partir de sexta-feira (17), os anúncios devem incluir advertências como: “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência” e “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”. Essas mensagens devem ser exibidas de forma clara, ocupando pelo menos 10% da área do anúncio.

Outra portaria proíbe que a publicidade induza o consumidor ao erro e que utilize comentários de especialistas que incentivem apostas. Além disso, qualquer publicidade direcionada a menores de 18 anos será considerada abusiva, vedando o uso de imagens ou elementos que possam atrair esse público.

Um levantamento do Ministério da Fazenda revelou que o mercado de bets movimentou R$ 37 bilhões em 2025, durante seu primeiro ano de regulamentação. Atualmente, 85 empresas estão autorizadas a operar no mercado regulado, mas muitas outras atuam de forma irregular. O governo estima que entre 41% e 51% das bets operam ilegalmente no Brasil, impactando diretamente mais de 25 milhões de pessoas.

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