A semifinal da Copa do Mundo, realizada nesta terça-feira (14), trouxe um confronto entre Espanha e França, onde a equipe espanhola se destacou ao neutralizar o meio de campo adversário, resultando em uma vitória convincente. Desde o início da partida, os franceses tentaram pressionar a saída de bola dos ibéricos, mas logo perceberam que o meio de campo espanhol, mais organizado, dificultava suas ações ofensivas.
Os volantes Rodri e Fabián Ruiz foram fundamentais na partida, especialmente ao neutralizar Olise, que até então era o maior assistente da Copa com cinco passes para gol. Durante o jogo, Olise teve um desempenho abaixo do esperado, perdendo a posse de bola 20 vezes, um número alarmante se comparado à média de 9 perdas dos outros jogadores. Essa pressão constante dos espanhóis fez com que o francês jogasse mais recuado, distanciando-se de seus companheiros de ataque.
O jogo, que foi morno até o gol de pênalti convertido por Oyarzabal, mudou de ritmo a partir desse momento. Com a vantagem no placar, a Espanha conseguiu controlar ainda mais as ações, enquanto os franceses, ansiosos por buscar o empate, cometeram erros em passes e dribles. A equipe espanhola, com uma precisão de 89% nos passes, contrastou com os 76% dos franceses, evidenciando a superioridade no meio de campo.
Além disso, a Espanha se destacou defensivamente, realizando 14 desarmes certos contra apenas 8 dos franceses. A falta de qualidade na transição da bola para o ataque francês foi um fator crucial para a equipe, que, apesar de ter o melhor ataque da competição com 16 gols, registrou seu menor xG (expected goals) em uma partida de Copa desde 1966, com apenas 0,3. Jogadores como Mbappé não conseguiram finalizar, evidenciando a dificuldade da equipe em criar oportunidades.
Em contraste, a Espanha, que havia sido considerada a equipe mais ineficiente entre os semifinalistas, conseguiu criar duas chances claras, além do pênalti, com um xG total de 1,63. O lateral-direito Pedro Porro, em uma jogada de tabela, marcou o segundo gol, consolidando a vitória da Fúria.
Essa partida reafirma que, mesmo com um ataque poderoso, a eficácia depende da qualidade na construção de jogadas e na posse de bola. A Espanha, lembrando sua conquista em 2010, demonstrou que controlar o jogo é essencial para o sucesso em competições de alto nível.




