O governo do Distrito Federal decidiu encerrar a parceria com o PicPay, retirando a instituição da lista de credenciados para a realização de empréstimos consignados a seus servidores. A decisão, que foi formalizada pelo secretário-executivo de Gestão Administrativa, Ângelo Roncalli de Ramos Barros, foi publicada no Diário Oficial do DF no dia 2 de julho, embora tenha começado a valer em 22 de junho. Essa movimentação ocorre em meio a questionamentos do Tribunal de Contas do DF (TCDF) sobre a cobrança de uma taxa de antecipação que poderia comprometer a natureza da operação, que deveria ser isenta de juros.
A discussão sobre o fim da parceria teve início no final de abril de 2026, cerca de dois meses após a determinação do TCDF para que o governo regularizasse a modalidade de adiantamento de salários, que já havia movimentado aproximadamente R$ 81,7 milhões entre os servidores. A taxa de antecipação em questão foi considerada pelo tribunal como um fator que descaracterizava a operação como ‘sem juros’, uma condição essencial para a sua legalidade.
Por sua vez, o PicPay negou qualquer irregularidade em seus procedimentos, afirmando que o adiantamento oferecido é uma opção voluntária para os usuários, que podem receber o valor sem custos ao optar pelo cartão, ou com uma tarifa ao escolher o depósito em conta corrente. A instituição se defendeu, afirmando que a cobrança não compromete a natureza do serviço prestado.
Após a divulgação da atuação do TCDF, a Secretaria de Economia do DF emitiu uma nota esclarecendo que a parceria com o PicPay visava proporcionar aos servidores uma alternativa de antecipação salarial sem juros, reforçando a intenção do governo de oferecer opções vantajosas para os funcionários públicos.
A Gazeta do Povo tentou contato com o PicPay para obter uma posição oficial sobre o descredenciamento, e o espaço permanece aberto para qualquer manifestação da instituição. Para mais detalhes, o despacho de descredenciamento pode ser acessado no Diário Oficial do DF.




