Post: Mosaic reduz produção de fertilizantes no Brasil devido à guerra no Irã

Mosaic reduz produção de fertilizantes no Brasil em resposta ao aumento do preço do enxofre devido à guerra no Irã.
Imagem gerada com IA

A Mosaic, multinacional americana especializada na produção de fertilizantes, anunciou a redução ou paralisação de sete de suas 15 unidades de produção no Brasil. A decisão, que entra em vigor neste mês, é uma resposta ao aumento do preço do enxofre, um insumo essencial para a fabricação de fertilizantes fosfatados, que foi impactado pela instabilidade geopolítica e pelo fechamento do estreito de Hormuz, afetando diretamente os custos globais. O preço do petróleo subiu consideravelmente, pressionando o custo do enxofre, que é um subproduto do refino do petróleo. Para se ter uma ideia, são necessárias cerca de quatro toneladas de enxofre para produzir dez toneladas de fertilizantes DAP (fosfato diamônico) ou MAP (fosfato monoamônico). A Yara, outra grande produtora de fertilizantes no Brasil, afirmou que suas operações com enxofre estão seguras do ponto de vista comercial, mas reconheceu que a volatilidade do mercado gera pressão sobre o setor. A empresa destacou que a guerra no Irã desestabilizou os fluxos de oferta e demanda no mercado global de fertilizantes, refletindo também na situação brasileira. As unidades de mistura em Candeias (BA) e Catalão (GO) terão suas atividades temporariamente paralisadas, e a Mosaic indicou que isso poderá impactar a força de trabalho, dependendo das negociações com os sindicatos. Nas unidades de Palmeirante (TO) e Sorriso (MT), a produção será reduzida, o que pode resultar em reflexos no quadro de funcionários. Além disso, as paralisações temporárias já anunciadas nas unidades de Tapira (MG) e Catalão (GO) serão estendidas, e a empresa prevê uma paralisação gradual do complexo de Uberaba (MG) a partir de setembro. O porto da Fospar, em Paranaguá (PR), que é controlado pela Mosaic, continuará operando normalmente, e a produção de fertilizantes na unidade deve seguir até o fim de setembro, quando se espera o esgotamento dos estoques de ácido sulfúrico, utilizado na produção de fosfato. A unidade de Cajati (SP) permanecerá em operação, contando com importações de enxofre para manter a produção de nutrição animal. Em nota, a Mosaic esclareceu que as medidas adotadas são respostas temporárias às condições extraordinárias do mercado e que não representam uma mudança na estratégia de longo prazo da companhia. A empresa reafirmou seu compromisso com a produção de fosfato e espera retomar a plena capacidade operacional assim que o fornecimento global de enxofre se normalizar. Ainda não há definição sobre a duração das paralisações, que dependerão de fatores externos, como a evolução da situação geopolítica e as condições do mercado global.

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