Post: Obra da megaponte na Bahia inicia com desafios e pendências no projeto

Início da construção da ponte Salvador-Itaparica enfrenta desafios e pendências no projeto, com previsão de conclusão em 2031.
Imagem gerada com IA

A construção da ponte Salvador-Itaparica, um projeto ambicioso que promete ser a maior ponte da América Latina, teve seu início oficial na primeira semana de julho, quando o presidente Lula acionou uma perfuratriz no litoral de Vera Cruz. Idealizado em 2009, o projeto foi assinado em contrato em 2020 e repactuado em 2025 com um consórcio de empresas chinesas. No entanto, o evento que marcou o início das obras foi marcado por um clima improvisado, refletindo a pressa em atender ao calendário eleitoral, em contraste com a magnitude do projeto.

Com um total de 12,4 quilômetros, a obra enfrenta desafios significativos desde o início, incluindo pendências no projeto executivo. As profundidades do solo na baía de Todos-os-Santos chegam a 60 metros, e a composição do solo é heterogênea, com camadas sedimentares intercaladas com rochas firmes. O custo total da construção está estimado em R$ 11,6 bilhões, com um cronograma de execução de cinco anos e previsão de inauguração para junho de 2031. O projeto será entregue em etapas, sendo que a primeira parte, que abrange as fundações da ponte, está atualmente em fase final de revisão.

Enquanto a concessionária busca resolver as pendências, os canteiros de obras estão sendo instalados e uma plataforma provisória, com cerca de 10 quilômetros, está sendo montada para apoiar a logística da construção. Essa plataforma será erguida em dois braços, sendo que o primeiro, que parte da Ilha de Itaparica, deve ser concluído em abril. A partir desse ponto, a instalação da estrutura começará na região da feira de São Joaquim, em Salvador.

Além da plataforma, as obras físicas dos pilares da ponte também devem ser iniciadas em breve. O primeiro pilar, onde o presidente realizou o ato simbólico, está localizado em terra firme, mas a expectativa é de que a construção avance pelo mar nos próximos meses. O primeiro passo envolve a cravação das estacas, seguidas pela concretagem do bloco que as une e dos pilares, que em alguns trechos chegarão a 120 metros de profundidade.

As sondagens realizadas para a obra revelaram um subsolo mais complexo do que o inicialmente previsto. Estudos identificaram camadas alternadas de sedimentos e rochas friáveis, o que levou os projetistas a recalcular as fundações em partes da travessia. A geologia da Baía de Todos-os-Santos, que possui um canal formado há milhares de anos, contribui para a complexidade da obra. Enquanto a maioria da baía apresenta profundidades em torno de 20 metros, o canal atinge cerca de 60 metros, exigindo um planejamento cuidadoso e uma execução precisa para garantir a segurança e a viabilidade do projeto.

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