A seleção da Espanha tem mostrado um domínio impressionante em suas partidas na Copa do Mundo, destacando-se pela posse de bola e pela troca de passes. No entanto, essa superioridade não se reflete em sua capacidade de finalização. Na última partida contra a Bélgica, pelas quartas de final, a equipe teve 68% de posse, completou 665 passes, mas conseguiu marcar apenas dois gols. Desde o início do torneio, a Fúria tem mantido uma média de 66% de posse, a maior entre todas as seleções, e sua menor marca foi de 55% em um jogo contra Portugal nas oitavas de final.
O estilo de jogo espanhol, caracterizado pelo famoso tiki-taka que conquistou o mundo em 2010, continua a ser uma marca registrada. Com um total de 4.069 passes trocados, a equipe superou em muito a média de 2.998 passes das demais seleções. Seis jogadores espanhóis, incluindo Rodri e Laporte, têm mais toques na bola do que todos os 26 jogadores da seleção da Inglaterra juntos.
Esse controle de jogo é benéfico para a defesa, pois limita as oportunidades dos adversários. O goleiro Unai Simon, mesmo não sendo considerado um dos melhores da posição, estabeleceu um recorde de minutos sem sofrer gols em Copas do Mundo, que foi interrompido na partida contra a Bélgica.
Entretanto, a posse de bola por si só não garante vitórias. A Espanha é a seleção que mais precisa de chutes para marcar um gol, com uma média de 10 finalizações para cada gol, em comparação com 4 da Noruega e 5 da Argentina. Além disso, a equipe também precisa de 370 passes para marcar um gol, enquanto a França, por exemplo, precisa de apenas 211.
Ferran Torres, um dos atacantes da equipe, é o jogador mais ineficiente em finalizações até o momento, com mais de 2 gols esperados, mas sem ter marcado nenhum. Essa métrica, que avalia a probabilidade de um chute resultar em gol, indica que a Espanha criou muitas oportunidades, mas não as converteu em gols.
Apesar de ser a segunda seleção com mais chances criadas, a Espanha marcou apenas 11 gols, o que é inferior ao esperado, especialmente considerando que a Holanda, eliminada na fase de grupos, fez o mesmo número de gols em duas partidas a menos. A situação se complica ainda mais com o desempenho irregular de Lamine Yamal, considerado o craque da equipe, que não tem conseguido brilhar nas partidas.




