A Copa do Mundo de 2026 traz uma novidade vibrante: cada seleção tem sua própria trilha sonora, que será tocada nos estádios durante os jogos. Desde músicas de aquecimento até faixas que celebram os gols, as escolhas refletem a cultura de cada país participante. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) optou pela animada “Bate no Peito”, uma colaboração de artistas como Ludmilla e Zeca Pagodinho, que promete agitar os torcedores. Já a Argentina escolheu “El Matador” do Los Fabulosos Cadillacs, uma canção que, apesar de seu refrão vibrante, aborda temas sombrios relacionados a ditaduras latino-americanas.
A Fifa, responsável pela organização do evento, informa que mais de 750 músicas foram selecionadas com antecedência, através de uma equipe de entretenimento que colabora com as associações nacionais. Cada seleção possui uma música assinatura, uma faixa de aquecimento e uma canção para comemorar os gols, além de uma música pós-jogo para que os torcedores possam cantar juntos.
Entre as faixas que se tornaram clássicas nos estádios, estão “Seven Nation Army” do The White Stripes e “Freed from Desire” de Gala, que continuam a ecoar em eventos esportivos ao redor do mundo. Essas músicas têm um apelo universal, sendo reconhecíveis e cativantes, características que as tornam populares entre os torcedores.
O autor Andrew Lawn, especializado em cânticos de futebol, explica que essas canções se tornam memoráveis quando associadas a momentos de sucesso, criando uma conexão emocional com os torcedores. Um exemplo disso é “Sweet Caroline” de Neil Diamond, que ganhou destaque entre os fãs ingleses após a pandemia, quando sua letra ressoou profundamente em tempos de isolamento.
A seleção da Coreia do Sul, por sua vez, trouxe uma seleção de músicas de K-Pop, incluindo hits de Blackpink e BTS, enquanto os mexicanos optaram por três faixas do tradicional Mariachi Vargas. A França, ao marcar gols, faz os torcedores cantarem “One More Time” do Daft Punk, e a Austrália escolheu o clássico “Down Under” do Men At Work como sua música assinatura.
As escolhas musicais podem evoluir ao longo do torneio, como ocorreu com “Wonderwall” do Oasis, que se tornou um hino não oficial após a vitória da Inglaterra sobre a Croácia, quando os torcedores a cantaram em uníssono. O capitão Harry Kane descreveu esse momento como especial, destacando a conexão entre a equipe e os torcedores.
Nos Estados Unidos, a canção “Take Me Home, Country Roads” de John Denver rapidamente se tornou popular entre os torcedores, apesar de críticas sobre a falta de um canto distintivo. Lawn observa que a cultura esportiva nos EUA ainda está em desenvolvimento, mas a adoção de músicas como essa pode se tornar um símbolo autêntico ao longo do tempo.
Com a diversidade musical representada nas seleções, a Copa do Mundo de 2026 promete não apenas ser um espetáculo esportivo, mas também uma celebração cultural através da música. Os torcedores terão a oportunidade de vivenciar momentos emocionantes, conectando-se com suas seleções de maneira única e memorável.




