Na noite desta segunda-feira (29), Mônaco foi palco de um incidente sem precedentes: a explosão de um “pacote-bomba” feriu o oligarca ucraniano Vadim Irmolaiev e mais duas pessoas. Este ato, inédito no principado, ocorreu em um prédio residencial próximo à fronteira com a França, por volta das 21h (horário local). As autoridades locais informaram que, inicialmente, duas pessoas, um casal com idades entre 50 e 60 anos, e um adolescente de 13 anos, foram identificadas como feridas. A identidade do oligarca foi confirmada por fontes próximas ao caso, que relataram que ele reside em Mônaco. Irmolaiev está sob sanções na Ucrânia desde dezembro de 2023, devido a suas atividades comerciais na Crimeia, região ocupada pela Rússia. O governo do principado declarou que a explosão foi resultado de um artefato explosivo deixado em uma bolsa ou pacote no saguão do edifício. O procurador-geral, Stéphane Thibault, planeja realizar uma coletiva de imprensa para fornecer mais detalhes sobre o caso. Christophe Mirmand, chefe de governo do principado, destacou a gravidade do incidente, afirmando que nunca antes havia ocorrido um ato desse tipo em Mônaco. O príncipe Albert II também se manifestou, descrevendo o ato como um “crime atroz” e ressaltando que a segurança da comunidade monegasca sempre foi uma prioridade. As três vítimas foram transferidas para um hospital em Nice, na França, a cerca de 20 km de Mônaco. Em resposta à explosão, as autoridades reforçaram as medidas de segurança no principado, que já é conhecido por seu alto nível de proteção. O incidente levanta questões sobre a segurança em Mônaco e o potencial impacto de atividades criminosas ligadas a conflitos internacionais, especialmente considerando as sanções que recaem sobre Irmolaiev e sua ligação com a Crimeia. A comunidade monegasca aguarda mais informações enquanto as investigações continuam.




