O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) foi novamente alvo da Polícia Federal nesta quinta-feira (25), em uma operação que investiga o desvio de emendas parlamentares destinadas a prefeituras do Maranhão. Esta ação ocorre em um contexto em que o parlamentar já havia sido condenado por cobrar propina para a liberação de recursos públicos.
A operação, denominada Operação Afluente, tem como objetivo aprofundar as investigações sobre a suposta atuação de uma organização criminosa envolvida em crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal informou que estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão nos estados do Maranhão e Goiás, além do Distrito Federal. As ordens foram executadas na residência do deputado e em empresas contratadas para prestar serviços às prefeituras que receberam as emendas.
Em comunicado, a Polícia Federal destacou que Maranhãozinho seria o líder de um esquema que cobrava uma propina de 25% sobre as emendas direcionadas às prefeituras. Os valores, segundo as investigações, teriam sido repassados por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e, posteriormente, direcionados à contratação de empresas supostamente vinculadas ao grupo investigado. Imagens divulgadas pela PF mostram a apreensão de grandes quantias em dinheiro e até um helicóptero.
Os investigados podem enfrentar acusações de corrupção passiva, peculato, corrupção ativa, lavagem de capitais e organização criminosa. A Codevasf, citada na investigação, manifestou apoio às investigações e repudiou qualquer desvio de recursos públicos.
Josimar Maranhãozinho já havia sido condenado em março pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, após exigir uma propina de R$ 1,6 milhão do prefeito de São José do Ribamar, José Eudes, para facilitar o repasse de R$ 6,6 milhões em emendas para a saúde do município. Além do deputado, outros réus também foram condenados, incluindo o político Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE).
O relator do caso, ministro Cristiano Zanin, considerou que havia provas robustas contra os acusados, embora tenha rejeitado a acusação de organização criminosa por falta de evidências suficientes. Os deputados condenados devem cumprir suas penas em regime semiaberto e pagar uma multa de R$ 1,6 milhão como reparação de danos.



