Post: Petróleo renova mínima histórica, mas reverte tendência e começa a subir

O preço do petróleo caiu quase 2%, atingindo mínima histórica, mas reverteu a tendência e começou a subir novamente.
Petróleo renova mínima histórica, mas reverte tendência e começa a subir

O preço do petróleo apresentou uma volatilidade significativa nesta quinta-feira (25), ao cair quase 2% e atingir o menor patamar desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro. O barril Brent, referência mundial, foi negociado a US$ 72,43 (R$ 376,64), uma queda de 1,95% por volta das 6h (horário de Brasília). No dia anterior, o valor mínimo registrado foi de US$ 73,32, enquanto que antes do conflito, em 27 de fevereiro, o preço mais baixo era de US$ 70,33.

No entanto, a partir das 12h, a tendência começou a mudar. O contrato de agosto do petróleo Brent passou a subir e alcançou US$ 74,95 (R$ 389,74) às 12h45, marcando uma alta de 1,43%. O petróleo WTI (West Texas Intermediate), utilizado nos Estados Unidos, também registrou valorização, alcançando US$ 71,38 (R$ 371,18), com um aumento de 1,47%.

Essa queda inicial no preço foi impulsionada pelo retorno gradual do tráfego de navios-petroleiro no estreito de Hormuz, uma rota crucial que transporta 20% da produção mundial de petróleo e gás. A Organização Marítima Internacional (OMI), agência da ONU, anunciou um novo esquema de segurança que permitiu a normalização das operações. Gigantes do setor, como Hapag-Lloyd e Maersk, confirmaram que suas embarcações conseguiram realizar a travessia com segurança. A Hapag-Lloyd informou que todos os navios que estavam aguardando na região do golfo Pérsico deixaram a área sem incidentes, enquanto a Maersk também reportou que dois de seus navios seguiram a rota aprovada pela OMI.

De acordo com dados da empresa Kpler, cerca de 10,8 milhões de barris de petróleo foram embarcados por seis petroleiros na quarta-feira (24). A empresa destacou que essa recuperação reflete a adaptabilidade dos sistemas de exportação do Golfo do Oriente Médio, embora não signifique um retorno pleno ao comércio pré-conflito.

O governo de Omã anunciou que não cobrará taxas de trânsito no estreito de Hormuz, apesar de uma declaração anterior em conjunto com o Irã sobre a possibilidade de custos para a travessia. O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, afirmou que futuras negociações não envolverão a imposição de taxas.

Entretanto, a Guarda Revolucionária do Irã alertou que nenhum navio poderá cruzar o estreito de Hormuz sem autorização iraniana e ameaçou tomar “medidas apropriadas” contra aqueles que violarem essa restrição. O Irã também indicou a possibilidade de cobrar “pedágios” pela passagem, uma medida que o governo dos Estados Unidos se opõe, considerando o estreito uma via navegável internacional.

A Allied Shipbroking comentou que, apesar da redução dos riscos imediatos à navegação com o novo acordo de 60 dias, as incertezas geopolíticas na região permanecem. Os níveis de tráfego ainda estão abaixo das normas históricas, e os participantes do mercado continuam avaliando a durabilidade do atual arcabouço de segurança.

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