Após o empate em 0 a 0 com a Bélgica, o técnico do Irã, Amir Ghalenoei, fez uma declaração contundente sobre a relevância do resultado para a história do futebol iraniano. Ele afirmou que esse empate será lembrado por gerações, especialmente considerando o contexto difícil que a equipe enfrentou nos últimos meses. “Há seis meses, estávamos em meio a uma guerra, nossa liga não funcionava e todos conhecem a nossa situação com os vistos. Chegamos à Copa do Mundo nas piores condições possíveis”, disse Ghalenoei, ressaltando a grande conquista de não perder dois jogos na competição.
O treinador também elogiou a performance do goleiro Alireza Beiranvand, que foi eleito o melhor jogador da partida após realizar defesas decisivas. Ghalenoei descreveu a partida como “muito bonita”, destacando que a equipe enfrentou uma das melhores seleções do mundo, composta por jogadores de alta qualidade.
Por outro lado, o técnico expressou sua insatisfação com a logística imposta à delegação iraniana, que terá apenas algumas horas para se recuperar antes de embarcar em uma viagem de 16 horas com duas conexões. “Não acredito que exista outra seleção no mundo enfrentando uma situação semelhante”, afirmou, elogiando o empenho dos jogadores, que, segundo ele, estão jogando com o coração.
Enquanto isso, o técnico da Bélgica, Rudi Garcia, manteve um discurso de confiança, mesmo após o segundo empate consecutivo da equipe na Copa do Mundo. Ele reconheceu que a situação do grupo é clara: “não há outra alternativa além de vencer o último jogo”. Garcia afirmou que a Bélgica precisa derrotar a Nova Zelândia na rodada final para avançar ao mata-mata e demonstrou convicção de que a equipe conseguirá a classificação.
Ao analisar o empate sem gols, Garcia considerou que a Bélgica deixou escapar uma vitória, pois criou oportunidades suficientes para conquistar os três pontos, mas esbarrou na atuação de Beiranvand. “Foram dois pontos perdidos pelo que foi o jogo, porque o melhor em campo foi o goleiro do Irã”, comentou.
Questionado sobre a pressão após os dois empates, o treinador belga evitou dramatizar a situação, enfatizando que o momento exige trabalho e concentração para a rodada decisiva. “Como se diz no ciclismo, é hora de baixar a cabeça para o guidão e pedalar”, disse ele, ressaltando a necessidade de focar na recuperação dos jogadores e na preparação para a partida contra a Nova Zelândia. Garcia também apontou a falta de eficiência como a principal explicação para o resultado, afirmando que, apesar do domínio territorial e do volume ofensivo, a Bélgica não conseguiu transformar as chances criadas em gols. “A palavra-chave desta noite para a Bélgica é a falta de eficiência”, concluiu.




