Um tribunal de Medellín impôs uma proibição ao presidente da Colômbia, Gustavo Petro, impedindo-o de utilizar canais oficiais para realizar propaganda política. A decisão foi tomada na última terça-feira (16), a poucos dias das eleições que definirão o novo líder do país, agendadas para o próximo domingo (21).
Petro, conhecido por sua atividade intensa nas redes sociais, vinha utilizando essas plataformas para criticar Abelardo de la Espriella, seu adversário nas eleições e líder nas pesquisas de intenção de voto, além de apoiar Iván Cepeda, seu apadrinhado. A 29ª Vara do Trabalho de Medellín concluiu que o presidente estava desrespeitando uma ordem do Conselho de Estado da Colômbia, um tribunal superior que já havia determinado que ele não poderia “disseminar propaganda eleitoral a favor ou contra qualquer partido político, grupo ou movimento”.
Na decisão, o tribunal destacou que é de conhecimento público a intervenção de Petro na Assembleia Geral das Nações Unidas e suas frequentes declarações em veículos de comunicação, onde frequentemente se referia à campanha eleitoral e aos candidatos à presidência. A medida foi uma resposta a uma ação movida por Juan Diego Ríos Rojas, que alegou que as condições de igualdade entre os candidatos estavam sendo comprometidas, afetando o direito de escolha dos eleitores e a legitimidade do resultado eleitoral.
Além de proibi-lo de usar recursos e canais vinculados ao seu cargo para promover qualquer candidato, a decisão também impede Petro de fazer declarações que sugiram fraude eleitoral sem apresentar provas. Essa proibição se estende até as 16h do dia 21 de junho, quando as urnas se fecham na Colômbia. O tribunal determinou a medida cautelar devido à proximidade do segundo turno das eleições, ressaltando a necessidade de garantir a lisura do processo eleitoral.



