Uma nova denúncia sobre a venda irregular de apartamentos no Residencial Celina Bezerra, localizado em Rondonópolis, levanta preocupações sobre a segurança jurídica dos moradores e a integridade dos programas habitacionais. Os anúncios de unidades desse empreendimento, que faz parte do programa Minha Casa Minha Vida – Faixa 1, foram encontrados em uma plataforma de compra e venda em uma rede social, o que acendeu um alerta sobre práticas ilegais que podem afetar diretamente as famílias beneficiadas.
venda: cenário e impactos
A reportagem identificou pelo menos oito anúncios oferecendo apartamentos do conjunto habitacional por valores que variam entre R$ 60 mil e R$ 85 mil. Essa situação é alarmante, uma vez que os imóveis foram destinados a famílias de baixa renda e vulnerabilidade social, que receberam subsídios públicos para a aquisição.
De acordo com as regras do programa, os imóveis da Faixa 1 não podem ser vendidos, alugados ou cedidos antes de um período de carência de 10 anos, da quitação integral do financiamento e da autorização formal do agente financiador. A comercialização irregular pode trazer consequências graves para ambas as partes envolvidas. O beneficiário que vende o imóvel pode perder a unidade habitacional, ser obrigado a devolver os subsídios recebidos e ainda enfrentar ações judiciais. Por outro lado, o comprador corre o risco de perder o dinheiro investido, uma vez que a negociação não possui validade jurídica.
A situação se torna ainda mais crítica diante da expectativa pela entrega dos apartamentos do Residencial Celina Bezerra, que ainda não possui uma data definida. O empreendimento continua passando por análises e adequações exigidas pelo agente financiador antes da conclusão do processo de recebimento das obras.
Casos de venda irregular podem ser denunciados à Secretaria Municipal de Habitação de Rondonópolis, que é responsável por monitorar as situações envolvendo beneficiários dos programas habitacionais no município. A denúncia é um passo importante para garantir que as famílias que realmente necessitam de moradia não sejam prejudicadas por práticas ilegais.



