Na Copa do Mundo de 2026, que será realizada em três países — Estados Unidos, Canadá e México —, os gandulas desempenham um papel crucial, embora muitas vezes pouco reconhecido. Esses jovens, geralmente atletas em início de carreira, são responsáveis por recolher e devolver as bolas que saem do campo durante as partidas. A seleção dos gandulas é feita pela FIFA, que os treina para garantir que cumpram suas funções de maneira eficiente e organizada.
Tradicionalmente, em campeonatos de clubes, como o Campeonato Brasileiro, os gandulas são escolhidos pelas equipes mandantes. No entanto, a Copa do Mundo, sendo um evento neutro, adota um sistema diferente. Para a edição de 2026, parte dos gandulas foi selecionada através de uma ação de um patrocinador, o que mostra a crescente profissionalização e a importância desse papel.
A Premier League, a principal liga de futebol da Inglaterra, implementou em 2024 um novo modelo chamado “multiball”. Nesse sistema, cones de plástico são espalhados ao redor do campo, cada um contendo uma bola. Assim, ao invés de receber a bola diretamente do gandula, o jogador deve pegar uma das bolas dos cones para reiniciar o jogo. Essa mudança visa evitar interferências indevidas durante as partidas e será adotada em torneios da CBF e da Conmebol a partir de 2025.
Durante os jogos, é comum ver bolas posicionadas estrategicamente fora das linhas do campo, permitindo que os jogadores as recolham rapidamente. Apesar da implementação do sistema de cones, os gandulas ainda podem entregar a bola diretamente aos atletas quando necessário, mantendo sua importância no fluxo do jogo.
A FIFA também introduziu novas regras para coibir a demora na cobrança de laterais e tiros de meta. Se um jogador atrasar intencionalmente a cobrança, o árbitro inicia uma contagem de cinco segundos. Caso a cobrança não seja realizada nesse tempo, a posse de bola é concedida ao time adversário. Essas regras visam manter o ritmo das partidas e evitar que jogadores usem os gandulas como uma forma de retardar o jogo.
A origem do termo “gandula” é cercada de mitos. Uma das histórias mais conhecidas atribui a origem ao jogador argentino Bernardo Gandulla, que atuou no Vasco em 1939. Segundo a lenda, ele era considerado um mau jogador e tentava compensar suas falhas ajudando a recolher as bolas que saíam do campo. Essa narrativa, embora popular, não tem confirmação histórica, mas ilustra como o papel dos gandulas é frequentemente subestimado.
Em suma, os gandulas têm uma função fundamental nas partidas de futebol, especialmente em eventos de grande magnitude como a Copa do Mundo. Com as novas regras e sistemas em vigor, espera-se que sua atuação se torne ainda mais eficiente, contribuindo para a fluidez e a dinâmica do jogo.



