Os pagamentos do Bolsa Família referentes ao mês de junho têm início nesta quarta-feira (17). Os depósitos serão realizados de forma escalonada, seguindo o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) dos beneficiários, e se estenderão até o dia 30 deste mês. Como já é habitual em meses anteriores, as famílias que residem em municípios com situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo governo federal receberão o benefício antecipadamente, logo no primeiro dia do calendário. Essa medida é especialmente voltada para cidades que enfrentam desastres climáticos, como enchentes e estiagens. A lista dos municípios contemplados é divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social em parceria com a Caixa Econômica Federal. Atualmente, aproximadamente 18 milhões de famílias brasileiras são atendidas pelo Bolsa Família. Os beneficiários podem movimentar os valores por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite transferências, pagamentos e compras com cartão virtual. Além disso, é possível realizar saques em agências da Caixa, lotéricas, caixas eletrônicos e unidades Caixa Aqui. Aqueles que têm biometria cadastrada podem retirar os valores nos terminais de autoatendimento sem a necessidade do cartão físico. O Bolsa Família é um programa de transferência de renda criado em 2003, como parte do Programa Fome Zero, destinado a famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. A gestão do programa é de responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, enquanto os pagamentos são realizados pela Caixa. Para ter direito ao benefício, as famílias devem estar inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e ter uma renda mensal de até R$ 218 por pessoa. O cálculo é feito somando a renda de todos os moradores da casa e dividindo pelo número total de pessoas. É importante ressaltar que não são considerados no cálculo benefícios temporários, indenizações e outros programas de transferência de renda, como o próprio Bolsa Família. O programa garante um valor mínimo de R$ 600 por família, com adicionais conforme a composição familiar. Se a soma dos valores não atingir esse mínimo, o Benefício Complementar cobre a diferença até o piso. Além disso, há um pagamento de R$ 142 por integrante da família. Crianças de até seis anos recebem um adicional de R$ 150, enquanto gestantes, crianças e adolescentes de sete a 18 anos incompletos têm direito a R$ 50 por pessoa. Bebês de até seis meses podem gerar um apoio adicional de R$ 50 para amamentação. Para continuar recebendo o benefício, além do critério de renda, as famílias devem cumprir algumas condicionalidades nas áreas de saúde e educação. Isso inclui o acompanhamento pré-natal de gestantes, o cumprimento do calendário nacional de vacinação e o monitoramento do estado nutricional de crianças menores de sete anos. Também é exigida uma frequência escolar mínima de 60% para crianças de quatro e cinco anos e de 75% para crianças e adolescentes de seis a 18 anos incompletos que ainda não concluíram a educação básica. Ao matricular a criança na escola ou levá-la para vacinar, a família deve informar que é beneficiária do Bolsa Família. Os dados do CadÚnico devem ser mantidos sempre atualizados, e essa atualização deve ser feita pelo responsável familiar em unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) ou em postos de atendimento do Cadastro Único. Os valores do Bolsa Família podem ser utilizados pelo aplicativo Caixa Tem para pagar contas, fazer transferências via Pix e realizar compras com cartão virtual. Também é possível sacar os valores em lotéricas, correspondentes Caixa Aqui, caixas eletrônicos e agências da Caixa, inclusive utilizando um token gerado no aplicativo.


