Na última sexta-feira (12), a seleção dos Estados Unidos fez sua estreia na Copa do Mundo, goleando o Paraguai, mas o presidente Donald Trump não esteve presente, o que gerou uma onda de críticas. Embora Trump seja conhecido por seu amor por esportes, ele optou por enviar o secretário de Estado, Marco Rubio, para representá-lo na abertura do torneio, que ocorre em conjunto com Canadá e México.
A ausência de Trump na cerimônia de abertura é considerada incomum, especialmente para um chefe de Estado do país-sede. Em eventos anteriores, líderes como o emir do Qatar, Tamim bin Hamad Al Thani, e o presidente russo Vladimir Putin marcaram presença nas aberturas das Copas de 2022 e 2018, respectivamente. A presidente Dilma Rousseff também esteve presente em 2014, quando o Brasil sediou o torneio.
Andrew Giuliani, presidente da força-tarefa da Copa do Mundo, comentou em entrevista à rádio britânica TalkSport que, apesar da ausência inicial, Trump pode se envolver mais com o evento ao longo do campeonato. “A agenda dele está apertada, mas sei que ele vai estar engajado ao longo desta Copa do Mundo”, afirmou Giuliani, que conhece Trump há 30 anos. Ele acrescentou que o ex-presidente é conhecido por surpreender e que a expectativa é que ele apareça em algum momento do torneio.
No entanto, a ausência de Trump na estreia da seleção americana gerou descontentamento entre torcedores. Um internauta comentou ironicamente: “Então ele pode ir a uma luta de UFC qualquer, mas não pode comparecer ao jogo de abertura do próprio país. Que patriota!” Outro usuário questionou: “Por que o sr. Prêmio Nobel da Paz da Fifa não está comparecendo à abertura da Copa do Mundo na América?”
Alguns especularam que a decisão de não comparecer pode estar relacionada às vaias que Trump recebeu durante a final da NBA, no início da semana. “Ele está com medo de ser vaiado como foi no Madison Square Garden”, escreveu um internauta.
Essa situação ressalta um contraste entre a aparente indiferença de Trump em relação ao futebol e seu entusiasmo por outros esportes. Enquanto ele foi o primeiro presidente em exercício a comparecer a uma final da NBA, sua ausência na Copa do Mundo levanta questões sobre seu comprometimento com um evento que, para muitos, é um símbolo de unidade e celebração nacional. A Copa do Mundo, que reúne seleções de todo o mundo, é um evento de grande importância, e a presença do líder do país-sede é tradicionalmente vista como um sinal de apoio e celebração. A expectativa agora é se Trump mudará de ideia e decidirá comparecer a algum jogo, ou se continuará a evitar o evento, mantendo-se focado em sua agenda pessoal e política.



