O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (30) que o Conselho da Paz, um grupo formado por ele e líderes de outros países, chegou a um acordo para o desarmamento do Hamas na Faixa de Gaza. A declaração foi feita em meio a um clima de ceticismo por parte de Israel e do próprio Hamas, que ainda não se manifestaram oficialmente sobre o pacto.
Trump ressaltou que o acordo é um passo crucial para que Gaza seja governada por um novo governo palestino, que colaborará com o Conselho da Paz para beneficiar o povo palestino. O presidente americano também afirmou que a segurança de Israel será garantida, com Gaza deixando de ser um ponto de partida para ataques terroristas. “Este é um marco importante na implementação do nosso Plano de 20 Pontos. O desarmamento será realizado em fases, e à medida que isso ocorrer, as forças israelenses se retirarão”, declarou Trump em sua rede social, Truth Social.
O desarmamento do Hamas é um dos pontos mais desafiadores nas negociações para o fim do conflito, que permanece em um estado congelado, mas ainda marcado por escaramuças e bombardeios. Desde o cessar-fogo anunciado em outubro do ano passado, centenas de palestinos perderam a vida em confrontos na região. O Hamas, que já sinalizou a possibilidade de desarmamento, condicionou essa ação à retirada das tropas israelenses de Gaza. Atualmente, mais de 50% do território está sob controle do Exército israelense, o que agrava a situação da população local, já bastante afetada por anos de conflitos e destruição.
Os mediadores do acordo, Egito, Qatar e Turquia, foram agradecidos por Trump, que enfatizou a importância da colaboração internacional para a paz na região. O Hamas, por sua vez, havia afirmado que não discutiria o desarmamento sem garantias claras de que Israel deixaria completamente Gaza. Em abril, o grupo terrorista indicou que estava disposto a entregar milhares de fuzis de sua força policial, mas sem compromissos prévios de retirada das forças israelenses.
Se o acordo for ratificado conforme anunciado, poderá representar uma mudança significativa na dinâmica do conflito, embora a capitulação do Hamas em relação ao desarmamento ainda seja uma questão delicada, especialmente considerando as perdas significativas de suas lideranças militares nos últimos meses. A expectativa agora gira em torno da resposta do Hamas e de Israel, que ainda não se pronunciaram sobre o desdobramento do acordo.



