A jovem tenista russa Mirra Andreeva, de apenas 19 anos, conquistou o título de Roland Garros ao vencer a polonesa Maja Chwalinska com um convincente placar de 6/3 e 6/2. Em um momento de grande emoção, Andreeva destacou a importância do apoio psicológico que recebeu durante sua preparação para o torneio. Segundo a atleta, o trabalho com sua psicóloga foi fundamental para superar um período difícil que enfrentou em Madri, há pouco mais de um mês. ‘Conversei com ela antes da semifinal e da final. Ela me deu muitos conselhos e técnicas que pude usar na quadra para viver tudo isso de forma um pouco melhor. Ela merece muito crédito’, afirmou.
A transição de Madri para Paris não foi marcada por uma única mudança, mas sim por um processo gradual. ‘Minha psicóloga sempre diz que você pode escolher como se comportar na quadra e quem deseja ser como pessoa. Decidi ser uma lutadora’, explicou Andreeva. Essa determinação se refletiu em sua postura durante as partidas, onde buscou emular a calma e a resiliência de ícones como Roger Federer. ‘Assisti a muitas partidas dele e queria tentar imitar um pouco a forma como ele se comportava na quadra’, revelou.
Além de seu trabalho psicológico, Andreeva tem o hábito de carregar um caderno para registrar táticas e reflexões antes e após cada partida. ‘Escrevo como foi, como me senti, como a adversária jogou, para estar preparada na próxima vez que enfrentar aquela jogadora’, contou. Essa prática a ajuda a se manter focada e a aprender com cada experiência.
A vitória em Roland Garros marca um momento histórico, pois Andreeva se torna a primeira russa a conquistar um Grand Slam desde Maria Sharapova, que venceu o torneio em 2014. Ao ser questionada sobre a geopolítica que envolve os atletas de seu país, Andreeva foi direta: ‘Quando estou jogando, a única coisa em que penso é como jogar e como vencer. Não penso nessas coisas quando estou na quadra’.
Satisfeita com sua performance em Paris, a tenista expressou sua alegria por jogar no saibro, superfície que a acompanha desde sua infância. ‘Adoro jogar no saibro. E também falo um pouquinho de francês’, brincou. No entanto, já vislumbra o futuro e a próxima temporada: ‘Essa sensação é um pouco viciante. Já estou pensando em como vou me preparar para a temporada de grama’.
A celebração do título foi compartilhada com sua técnica, a espanhola Conchita Martínez, campeã de Wimbledon em 1994, e com Luna, a cadela de 11 anos da treinadora, que fez questão de aparecer nas fotos. ‘Adoro cachorros. E conheço essa em particular. Ela já é uma vovozinha’, disse Andreeva, que também adotou um bordão especial em suas entrevistas: agradecer a si mesma. ‘No começo era uma brincadeira, mas percebi que faz sentido. Você é quem trabalha, quem faz o trabalho, quem sente o nervosismo. É muito importante se agradecer’.




