Em um dia marcado por uma queda acentuada, as sete maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos, conhecidas como as “sete magníficas”, enfrentaram uma perda coletiva de US$ 1,03 trilhão. Esse valor supera o total de mercado de todas as companhias listadas na B3, que atualmente está avaliada em US$ 857 bilhões. Entre as empresas afetadas estão gigantes como Alphabet, Amazon, Apple, Meta, Microsoft, Nvidia e Tesla. A Nvidia, sozinha, registrou uma perda de impressionantes US$ 446 bilhões, refletindo a magnitude da desvalorização do setor.
Na quinta-feira (5), o índice Nasdaq Composite, que reúne as principais empresas de tecnologia, caiu 5,52%, marcando a sexta maior queda diária desde 2020. Essa desvalorização é atribuída à reação do mercado às eleições de meio mandato nos Estados Unidos, onde o partido democrata obteve uma vitória significativa, levantando preocupações sobre uma possível desaceleração nos investimentos em inteligência artificial.
A consultoria Elos Ayta, que fez o levantamento, destaca que essa queda no Nasdaq é semelhante a períodos de choques econômicos anteriores. As cinco maiores quedas do índice ocorreram em momentos de grande turbulência, como no início da pandemia de covid-19 e durante a imposição de novas tarifas comerciais por Donald Trump.
Além do Nasdaq, o S&P 500 também sofreu um forte recuo, com perdas que totalizaram US$ 3,31 trilhões, um valor quatro vezes superior ao total de mercado das empresas da B3. Einar Rivero, fundador da Elos Ayta, enfatiza que essa comparação ilustra não apenas a dimensão do mercado acionário dos EUA, mas também a rapidez com que mudanças nas expectativas dos investidores podem resultar em oscilações de trilhões de dólares.
Entre as empresas que mais perderam, a Nvidia se destacou, com uma desvalorização equivalente a aproximadamente 52% do valor de todas as companhias listadas na B3. Outras cinco empresas também apresentaram perdas superiores a US$ 100 bilhões: Tesla (US$ 164 bilhões), Broadcom (US$ 162 bilhões), Micron Technology (US$ 157 bilhões), Microsoft (US$ 147 bilhões) e AMD (US$ 139 bilhões). Essa situação levanta questões sobre a sustentabilidade do crescimento no setor tecnológico e a confiança dos investidores em meio a um cenário político volátil.


