Post: Rússia intensifica ataques aéreos em Kiev e Polônia mobiliza caças

Rússia intensifica ataques aéreos em Kiev, enquanto Polônia mobiliza caças em resposta a ameaças. Entenda a situação atual do conflito.
Rússia intensifica ataques aéreos em Kiev e Polônia mobiliza caças

Na noite de quarta-feira (1º) e madrugada de quinta (2), as forças russas, sob o comando de Vladimir Putin, desencadearam um dos maiores ataques aéreos contra a Ucrânia desde o início do conflito em 2022. O alvo principal foi a capital, Kiev, onde uma série de bombardeios com drones e mísseis balísticos e de cruzeiro foram realizados, deixando um rastro de destruição e pânico entre a população. O ataque teve início com o lançamento de centenas de drones suicidas Gerânio-2, uma versão russa do conhecido Shahed-136 iraniano. À medida que a noite avançava, as defesas aéreas ucranianas foram sobrecarregadas, permitindo que os mísseis hipersônicos Tsirkon, de cruzeiro Kalibr e Kh-101, além dos balísticos Iskander-M, fossem disparados. Somente em Kiev, mais de 20 ataques foram registrados até a primeira metade da madrugada, resultando em incêndios em áreas centrais da cidade, incluindo dois edifícios de alto padrão, o CityHotel Residence e a torre comercial Tarian. Ao menos 11 pessoas ficaram feridas, conforme informações da prefeitura local. O metrô de Kiev ficou superlotado, com cidadãos buscando abrigo, levando as autoridades a recomendar outros locais de proteção devido ao risco de superlotação. Enquanto isso, a Polônia, temendo uma possível intrusão de drones russos em seu espaço aéreo, mobilizou suas forças aéreas, colocando caças em alerta. No passado, a Polônia já havia enfrentado situações similares, quando 21 drones russos cruzaram sua fronteira durante um ataque à Ucrânia, o que levou a uma intensificação das medidas de segurança. A ofensiva russa é vista como uma resposta direta à crescente campanha do presidente ucraniano Volodimir Zelenski contra a infraestrutura energética da Rússia, que vem sendo alvo de drones ucranianos nas últimas semanas. No último domingo (28), Putin reconheceu a escassez de gasolina e diesel em algumas regiões da Rússia, uma consequência dos ataques ucranianos. A situação é ainda mais crítica na Crimeia, onde foi decretada emergência devido à falta de combustíveis. O vice-premiê Alexander Novak, responsável pelo setor energético, indicou que o país está considerando cortar a exportação de derivados, o que pode ter repercussões até mesmo no Brasil. O cenário atual evidencia a escalada do conflito e a necessidade de monitoramento constante por parte dos países vizinhos, que se veem cada vez mais envolvidos nas tensões entre Rússia e Ucrânia.

Últimas Notícias