A Prefeitura de São Paulo anunciou o fim do convênio com o Credcesta, um programa de cartão consignado, após uma série de críticas e ações judiciais. O encerramento ocorreu em setembro, em resposta a uma ação movida por uma servidora aposentada que alegou práticas abusivas e venda casada de produtos financeiros. A decisão foi comunicada pela Secretaria Municipal de Gestão (Seges), que informou que a PKL One Participações S.A., responsável pela administração do Credcesta, não atendia aos requisitos normativos exigidos e estava descredenciada desde a data mencionada.
O processo judicial destaca que o Credcesta, operado pelo Banco Master, sofreu auditorias e críticas, e o banco foi acusado de corromper autoridades. A servidora, que mantém um empréstimo consignado desde 2022, relatou dificuldades ao tentar quitar seu contrato e afirmou que a insistente oferta de cartões de crédito em seu portal de consignados a levou a realizar um saque vinculado ao cartão. Após a primeira operação, ela enfrentou problemas ao tentar liquidar um segundo contrato, descrevendo a experiência como um “calvário”.
A defesa de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, não se manifestou sobre o caso. A Seges afirmou que a relação de crédito consignado é direta entre o servidor e a instituição financeira, sem qualquer responsabilidade atribuída à Prefeitura. A servidora, por sua vez, argumenta que houve uma falha na prestação de serviços e que seu direito de não ser assediada com ofertas não solicitadas foi ignorado. A situação levanta questões sobre a transparência e a ética nas práticas de concessão de crédito a servidores públicos, especialmente em um contexto onde a confiança nas instituições financeiras é crucial.




