Post: Portal de Compras Públicas inicia teste de antecipação de recebíveis em licitações

Portal de Compras Públicas inicia teste de antecipação de recebíveis, facilitando fluxo de caixa para fornecedores.
Portal de Compras Públicas inicia teste de antecipação de recebíveis em licitações

O Portal de Compras Públicas, uma plataforma de licitações eletrônicas que atende aproximadamente 4.400 municípios brasileiros, está implementando um serviço piloto de antecipação de recebíveis para fornecedores que atuam no setor público. Essa inovação visa facilitar o fluxo de caixa dos fornecedores, permitindo que eles recebam os valores de suas vendas antes do prazo habitual de pagamento.

A proposta se baseia no histórico de transações registrado na plataforma, que permite avaliar o risco e precificar as operações de crédito de forma mais precisa. Inicialmente, o serviço está sendo testado com um único fundo de crédito, mas há planos para expandir o acesso a outros Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). Nessa estrutura, o Portal atuará como operador do mecanismo, sem ser o detentor do capital.

A empresa destaca como vantagem competitiva o vasto volume de dados acumulados sobre o comportamento de pagamento dos órgãos públicos e o histórico de entregas dos fornecedores. Com o registro de todo o ciclo de compras públicas, desde o planejamento até a execução contratual, a plataforma consegue estimar prazos médios de pagamento de cada comprador. Por exemplo, se um órgão costuma pagar em 45 dias, o fornecedor pode se preparar para aplicar essa taxa ao solicitar a antecipação.

Esse novo serviço está vinculado ao e-marketplace, onde o Portal já participa diretamente das transações financeiras. Diferentemente dos processos licitatórios tradicionais, onde atua apenas como plataforma de registro, no e-marketplace, o comprador realiza um depósito em garantia antes da entrega, e o fornecedor recebe o pagamento em D+1 após a confirmação da entrega.

Desde sua fundação em 2016, o Portal de Compras Públicas movimenta em média R$ 430 milhões por dia e é responsável por cerca de 15% das operações de compras públicas no Brasil. A empresa não recebe recursos do governo; sua receita provém da cobrança de acesso à plataforma pelos fornecedores, sem custos para municípios ou órgãos públicos.

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