O preço do petróleo abriu em alta na noite deste domingo (19), refletindo a intensificação dos ataques entre os Estados Unidos e o Irã, que se tornaram mais frequentes nos últimos dias. O barril Brent, referência no mercado internacional, estava cotado a US$ 90,90 por volta das 20h20 (horário de Brasília), marcando o maior valor em mais de um mês. Na semana passada, a commodity já havia acumulado uma alta de 15,95%, a maior desde abril, impulsionada pela escalada dos conflitos na região. Neste domingo, as forças norte-americanas realizaram novos ataques aéreos contra alvos no Irã. De acordo com a agência de notícias iraniana Mehr, os bombardeios atingiram a região de Sirik, no sul do país, próxima ao estreito de Hormuz. Embora não tenham causado vítimas, a ação foi parte de uma resposta a um ataque iraniano que resultou na morte de dois militares americanos e deixou um terceiro desaparecido na Jordânia. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) declarou que os ataques visam desmantelar a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial na região. A escalada de violência teve início em fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram uma ofensiva contra o Irã, que foi interrompida por um cessar-fogo em abril. No entanto, os ataques foram retomados na primeira semana de julho, com a situação se agravando e atingindo níveis sem precedentes. O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, reagiu às ações dos EUA, afirmando que a nação iraniana está preparada para oferecer lições ao que chamou de “inimigo americano”. Ele criticou as violações dos acordos temporários e afirmou que a assinatura do ex-presidente Donald Trump não possui credibilidade. A Casa Branca, até o momento, não se manifestou sobre as declarações do aiatolá. Diante desse cenário, os mercados reagem com cautela, e a expectativa é de que os preços do petróleo continuem a ser impactados pela instabilidade na região. A situação no Oriente Médio, especialmente em torno do estreito de Hormuz, um dos principais corredores de transporte de petróleo do mundo, permanece tensa e sob vigilância constante.




