A crise no Banco Central do Paraguai se intensifica, com parlamentares exigindo a renúncia de Carlos Carvallo, presidente da instituição, em meio a uma investigação sobre a fintech ueno bank. O banco, que cresceu rapidamente e conta com 3 milhões de clientes, é alvo de questionamentos sobre sua supervisão e vínculos políticos. A pressão se intensificou após revelações de que o ueno bank, que administra cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos, enfrenta uma investigação administrativa.
Os pedidos de demissão vêm de senadores de ambos os lados do espectro político, incluindo membros do governista Partido Colorado. Apesar de a cúpula do Banco Central ter sido reconhecida por ajudar o Paraguai a alcançar o grau de investimento, a situação atual levanta preocupações sobre a credibilidade da instituição. O presidente Santiago Peña foi solicitado a destituir a liderança do Banco Central, que agora enfrenta um crescente escrutínio.
O ueno bank, que se destacou como um dos principais bancos digitais da região, viu seu crescimento explosivo levantar bandeiras vermelhas. Carvallo, que atuou como presidente do ueno bank antes de assumir o cargo no Banco Central, é agora um foco de controvérsia. O presidente Peña, que também tem laços com o banco, negou qualquer envolvimento direto com a instituição, mas a conexão gera desconfiança entre os legisladores.
Recentemente, o Banco Central defendeu sua governança, afirmando que os processos de supervisão são independentes e seguem os procedimentos legais. No entanto, a situação se tornou politicamente delicada, especialmente com as próximas eleições gerais de 2028 se aproximando, criando um cenário de incerteza para a economia paraguaia, que já está sob pressão devido a essas investigações.
Além disso, a Associação de Bancos do Paraguai expressou preocupações sobre a resposta do Banco Central ao Senado, considerando-a incompleta. A Fitch Ratings, uma das principais agências de classificação de risco, já alterou a perspectiva dos títulos do ueno bank de estável para negativa, refletindo a deterioração da confiança no sistema financeiro.
Com a situação se desenrolando, o futuro de Carvallo e do Banco Central do Paraguai permanece incerto, enquanto as autoridades tentam acalmar os mercados financeiros e restaurar a confiança do público.




