O papa Leão 14 chegou a Madri neste sábado (6), dando início a uma visita de sete dias à Espanha, onde abordará questões migratórias e se reunirá com vítimas de violência sexual na Igreja Católica. Durante a viagem, o pontífice afirmou que “os abusos são uma ferida ainda aberta”, ressaltando a importância de lidar com esse tema delicado.
Um relatório divulgado em 2023 pelo “defensor del pueblo”, um cargo inspirado na função de ombudsman, revelou que mais de 230 mil crianças e adolescentes podem ter sofrido agressões por parte de religiosos católicos desde 1940. Este dado alarmante traz à tona a urgência de um diálogo aberto sobre os abusos que marcaram a história da Igreja.
Recentemente, o governo espanhol, liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, e a Igreja Católica assinaram um acordo para indenizar as vítimas de crimes sexuais, após anos de resistência e falta de transparência por parte das autoridades eclesiásticas. O rei Felipe 6º, que recebeu o papa no aeroporto de Barajas e no Palácio Real, elogiou a postura do pontífice em tratar do assunto, afirmando que sua “clareza e firmeza” são essenciais para o processo de cura e reparação do dano infligido.
Esta é a primeira visita do papa à União Europeia além da Itália. Em Barcelona, Leão 14 tem agendado um encontro com migrantes que arriscaram suas vidas ao atravessar o oceano Atlântico em busca de uma vida melhor. O pontífice também inaugurará uma nova torre na basílica da Sagrada Família, um marco importante para a arquitetura e a cultura local.



