A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Rondonópolis, executou, nesta quinta-feira (13), três mandados de busca e apreensão. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias, visando indivíduos suspeitos de integrarem um grupo criminoso responsável por uma série de furtos a estabelecimentos comerciais na cidade.
A investigação revelou pelo menos seis ocorrências de furtos ocorridos entre março e maio deste ano, com alvos variados, incluindo lojas de eletrônicos e vestuário. O trabalho da polícia começou após dois furtos registrados no dia 28 de março, em unidades das Lojas Gazin, onde foram levados uma televisão e uma caixa de som, totalizando cerca de R$ 6 mil em prejuízos.
Os investigadores realizaram um cruzamento de imagens das câmeras de segurança com dados do sistema de videomonitoramento Vigia Mais. Esse trabalho permitiu identificar o veículo utilizado nas fugas e, consequentemente, os suspeitos envolvidos.
Conforme as apurações, o grupo tinha um padrão de atuação bem definido. Um dos suspeitos entrava nas lojas simulando interesse em comprar ou solicitando atendimento para cadastro no crediário, enquanto um comparsa aguardava do lado de fora em uma motocicleta, pronto para a fuga. Os alvos preferidos eram eletrônicos, como televisores e aparelhos celulares, além de caixas de som.
Outro detalhe notável é que a placa da motocicleta utilizada nos crimes era removida nos dias dos furtos e recolocada após as ações, dificultando a identificação do veículo. Além das Lojas Gazin, o grupo também é suspeito de furtos em outros estabelecimentos, como Casas Bahia, Lojas Americanas, Supermercado Tropical, Flamboyan Modas e Havan.
Com base nas evidências coletadas, a DERF solicitou medidas judiciais, que foram aprovadas pela Justiça, permitindo acesso aos dados dos dispositivos eletrônicos dos suspeitos. Durante a operação, os policiais apreenderam diversos itens relacionados aos furtos, incluindo vestuário compatível com o usado pelos criminosos, o manual de uma das caixas de som subtraídas, etiquetas de produtos e sacolas de compras de estabelecimentos alvo das ações.
Os materiais apreendidos passarão por análise pela Polícia Civil, o que pode ajudar a aprofundar as investigações em andamento e confirmar a autoria dos crimes, além de identificar outros possíveis envolvidos.




