O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, fez um discurso combativo na Assembleia Geral da ONU, onde não poupou críticas a seus opositores. A apresentação, marcada por vaias e a saída de diversas delegações, incluindo a do Brasil, ocorreu pela segunda vez consecutiva, refletindo a crescente tensão nas relações internacionais envolvendo Israel.
Assim como no ano anterior, Netanyahu iniciou sua fala atacando aqueles que deixaram o salão durante seu pronunciamento. “Se ainda há covardes que não deixaram o salão, o façam agora, por favor”, desafiou. O tom beligerante foi uma constante em sua retórica, especialmente ao abordar a questão das Colinas de Golã, ocupadas por Israel desde 1967, que ele afirmou serem parte do território judeu desde tempos bíblicos.
O premiê também utilizou recursos visuais, como em anos anteriores, para reforçar seus argumentos. Ele apresentou um pager, simbolizando ações contra o Hezbollah, e um dispositivo Starlink, mencionando a censura imposta pelo Irã sobre suas comunicações. Esses elementos visuais visavam ilustrar a narrativa de Israel como um bastião de liberdade em meio a regimes repressivos.
No discurso do ano passado, Netanyahu havia comparado a decisão de reconhecer a Palestina como um Estado a “dar um Estado para a Al Qaeda a uma milha de Nova York após o 11 de Setembro”. Nesta nova abordagem, ele traçou um paralelo entre os ataques terroristas de 11 de Setembro e o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que resultou na morte de 1.200 israelenses e desencadeou uma devastadora guerra em Gaza, que já deixou mais de 73 mil palestinos mortos, segundo dados de autoridades locais.
A Assembleia Geral da ONU, palco de protestos contra a política israelense e o apoio militar dos EUA a Israel, viu também a instalação de outdoors promovendo a imagem do governo Netanyahu. O premiê, em sua retórica, continua a buscar apoio internacional, apesar das crescentes críticas e da polarização em torno do conflito israelense-palestino.




