Um trágico naufrágio na costa de Djibuti resultou na morte de pelo menos 109 migrantes, incluindo 15 crianças, enquanto outros 116 permanecem desaparecidos. O incidente ocorreu na noite de quinta-feira (8) para sexta-feira (9) e foi confirmado pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), uma agência da ONU, neste domingo (11). O barco, que transportava 305 pessoas, partiu de Djibuti com destino ao Iémen, mas virou nas proximidades de Guhere, ao norte da cidade de Obock. A região, localizada no Chifre da África, é um ponto crítico na rota migratória que liga a África ao Oriente Médio. Djibuti, situado em frente ao Iémen, é próximo ao estreito de Bab el-Mandeb, uma importante passagem marítima para o comércio entre a Ásia e a Europa. Alexandre Coissac, chefe da missão da OIM em Djibuti, destacou a gravidade da situação: “Nossas equipes estão no local, ao lado das autoridades locais, para prestar ajuda emergencial. Esta tragédia nos lembra de forma brutal dos perigos aos quais os migrantes estão expostos ao longo dessa rota migratória.” Entre os corpos recuperados, foram identificados 52 homens, 42 mulheres, nove meninas e seis meninos. Mais de 80 sobreviventes, todos de nacionalidade etíope, foram resgatados. Anualmente, dezenas de milhares de migrantes do Chifre da África atravessam Djibuti em busca de segurança e oportunidades de trabalho no Golfo. A OIM observa que fatores como pobreza, insegurança e os efeitos das mudanças climáticas impulsionam essas pessoas a arriscar suas vidas na travessia, mesmo diante da crescente instabilidade no Oriente Médio, incluindo no próprio Iémen. Recentemente, a OIM também relatou que mais de 2.000 pessoas deixaram o Iémen em direção a Djibuti em poucos dias, em meio a conflitos entre forças do governo e rebeldes houthis. A situação dos migrantes na região é alarmante e requer atenção urgente das autoridades locais e internacionais, que devem trabalhar em conjunto para garantir a segurança e a proteção daqueles que buscam uma vida melhor.




