Post: Como a quebra do Encrochat expôs o Pablo Escobar brasileiro

A quebra do EncroChat revelou a atuação de Sergio Roberto de Carvalho, o Pablo Escobar brasileiro, em uma rede de narcotráfico internacional.
Como a quebra do Encrochat expôs o Pablo Escobar brasileiro

A recente operação que desmantelou o serviço de comunicação EncroChat revelou uma rede de narcotráfico que movimentava bilhões de euros e estava ligada a um ex-major da Polícia Militar do Brasil, Sergio Roberto de Carvalho. A Europol e polícias europeias conseguiram, através de um hack sofisticado, acessar informações de um serviço que contava com cerca de 60 mil usuários em todo o mundo, muitos dos quais envolvidos em atividades ilícitas. O EncroChat era conhecido por suas funcionalidades de segurança, como microfones desativados e um sistema operacional oculto, que atraíam criminosos acreditando que suas comunicações eram invioláveis.

As autoridades francesas, após descobrir que os servidores do EncroChat estavam localizados em seu território, obtiveram autorização judicial para instalar um dispositivo que permitiu a monitorização e descriptografia das mensagens em tempo real. Essa ação culminou em uma operação massiva em junho de 2020, que resultou em mais de 6,5 mil prisões e na apreensão de centenas de toneladas de drogas, além de armas e bens luxuosos, tornando-se uma das maiores investigações da história da Europol.

Sergio Roberto de Carvalho, que usava o pseudônimo ‘Lucrativeherb’ no EncroChat, foi identificado como um dos principais traficantes de cocaína do mundo, liderando uma organização que exportava a droga para a Europa. Carvalho chegou a forjar sua própria morte para escapar da justiça, mas foi preso novamente em 2022. Sua operação envolvia a importação de cocaína do Brasil em contêineres de minério de manganês, com o traficante belga Flor Bressers, conhecido como ‘Corta Dedos’, atuando como seu parceiro na compra da droga. Em um período de apenas dez meses, Bressers pagou 99 milhões de euros a Carvalho por carregamentos bem-sucedidos.

A colaboração entre as polícias da Bélgica, França e Brasil permitiu que novas ramificações da quadrilha fossem descobertas, levando a investigações mais aprofundadas e a desmantelamento de outras células criminosas. A quebra do EncroChat não apenas expôs a complexidade do narcotráfico internacional, mas também evidenciou a eficácia das operações conjuntas entre diferentes países na luta contra o crime organizado.

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