O chefão do Cartel de Sinaloa, Ismael “El Mayo” Zambada, foi condenado à prisão perpétua por um tribunal de Nova York nesta segunda-feira (20). Além da pena de prisão, Zambada também terá seus bens confiscados, totalizando cerca de US$ 15 bilhões (aproximadamente R$ 76 bilhões). O narcotraficante, que está preso nos Estados Unidos desde 2024, se declarou culpado em agosto de 2025 de diversos crimes relacionados à sua liderança na organização criminosa.
Durante o julgamento, Zambada, vestido com uniforme de presidiário, leu uma carta em que reconheceu os danos causados por suas ações. Ele expressou arrependimento e pediu desculpas, afirmando que a violência precisa acabar no México e em outras partes do mundo. “Às futuras gerações, digo: escolham um caminho diferente da violência”, disse ele, conforme reportado pela agência de notícias AFP.
Com 76 anos, Zambada foi preso em um aeroporto dos EUA após ser enganado para embarcar em um voo que o levou às autoridades americanas. Sua condenação ocorre em um contexto de crescente violência associada ao narcotráfico no México, onde a guerra entre cartéis já resultou na morte de mais de 1.200 pessoas.
O ex-sócio de Zambada, Joaquín “El Chapo” Guzmán, já cumpre uma sentença de prisão perpétua nos Estados Unidos. A Promotoria, ao aceitar a declaração de culpa de Zambada, desistiu de solicitar a pena de morte. O juiz federal Brian Cogan, responsável pela sentença, destacou que Zambada passou quase quatro décadas envenenando comunidades americanas e ordenando assassinatos para garantir lucros bilionários.
Zambada é conhecido por manter um perfil discreto, evitando ser fotografado, e por sua habilidade em escapar de tentativas de captura ao longo de sua carreira no tráfico. Sua condenação marca um capítulo importante na luta contra o narcotráfico e a impunidade que frequentemente envolve líderes de organizações criminosas no México.




