Na manhã de quarta-feira (29), um trágico atropelamento em Primavera do Leste resultou na morte de Dionísia Casemiro, de 63 anos. O motorista de 22 anos envolvido no incidente se apresentou espontaneamente à Polícia Civil nesta quinta-feira (30), acompanhado de um advogado. Após prestar depoimento, o veículo utilizado no atropelamento foi apreendido e será submetido à perícia da Politec.
O delegado Eric Martins relatou que, desde o início da investigação, a equipe trabalhou para identificar o condutor do veículo, uma vez que o proprietário nem sempre é o responsável pela direção. Após ser identificado, o motorista decidiu comparecer à delegacia e apresentar o carro envolvido no acidente.
Durante o interrogatório, o motorista afirmou que trabalhava como vigia e estava retornando para casa após o expediente. Ele alegou que o sol incidia diretamente sobre o para-brisa, o que dificultou sua visibilidade, e que só percebeu a presença da vítima quando já estava muito próximo, sem tempo para evitar o atropelamento. O delegado esclareceu que as imagens que circulam nas redes sociais mostram apenas uma parte da sequência dos fatos. De acordo com a investigação, o motorista retornou ao local do acidente e permaneceu nas proximidades por alguns momentos, mas deixou a área temendo a reação das pessoas que estavam presentes. A Polícia Civil informou que o condutor não possui antecedentes criminais, possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH) válida e, até o momento, não há indícios de que estivesse embriagado, conforme corroborado por testemunhas. A investigação agora entra em uma fase técnica, com a Politec responsável por periciar o veículo e analisar as imagens de câmeras de segurança. O objetivo é esclarecer a dinâmica do atropelamento, verificar a velocidade do automóvel, as condições de tráfego e a eventual responsabilidade criminal do motorista. As apurações determinarão se o condutor responderá por homicídio culposo na direção de veículo automotor e omissão de socorro, já que ele deixou o local sem prestar assistência à vítima. O delegado explicou que o motorista não foi preso em flagrante, e uma eventual prisão só poderá ocorrer mediante decisão judicial, caso haja fundamentos para tal medida. A investigação segue em andamento, e o inquérito será concluído após a emissão dos laudos periciais e a finalização das diligências.




