O senador republicano Lindsey Graham, um dos principais aliados do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, faleceu aos 71 anos neste sábado (11). A informação foi divulgada pelo gabinete do parlamentar em uma postagem na rede social X, que confirmou que ele morreu em decorrência de uma “doença breve e repentina”.
Equipes de emergência foram chamadas à residência de Graham, localizada em Capitol Hill, Washington, após uma ocorrência de parada cardíaca. A morte do senador foi lamentada por Trump, que o descreveu como “uma das maiores pessoas e senadores que conheci” e um “patriota trabalhador”.
Graham, que representava a Carolina do Sul, ganhou notoriedade nacional por sua mudança de postura em relação a Trump. Durante a campanha presidencial de 2016, ele foi um dos críticos mais severos do empresário, chegando a afirmar nas redes sociais que, se Trump fosse indicado, o Partido Republicano seria “destruído”. No entanto, após a vitória de Trump, Graham se tornou um de seus aliados mais leais no Congresso, embora tenha expressado discordância em algumas ocasiões, como em relação ao perdão concedido por Trump a apoiadores envolvidos na invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
Conhecido por sua defesa de uma política externa mais intervencionista, Graham foi um forte defensor da ajuda militar à Ucrânia e a Israel, além de adotar uma postura firme contra o Irã. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, expressou sua tristeza pela morte do senador, destacando que Graham esteve ao lado de Israel em momentos difíceis.
Na sexta-feira (10), Graham esteve em Kiev, onde se reuniu com o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski. Após o encontro, ele enfatizou que a China poderia ter um papel decisivo na pressão à Rússia para negociar o fim da guerra na Ucrânia, afirmando que “o caminho para acabar com esta guerra passa mais por Pequim do que por Washington, Kiev ou Moscou”.
Recentemente, Lindsey Graham presidiu a Comissão de Orçamento do Senado e também fez parte das comissões de Apropriações, Judiciário e Meio Ambiente e Obras Públicas. Antes de entrar na política, ele foi advogado da Força Aérea e membro da Guarda Aérea Nacional da Carolina do Sul, sendo eleito para o Senado em 2002 após um mandato na Câmara dos Representantes que começou em 1994. Graham, que não era casado, residia em Seneca, Carolina do Sul.



