Post: Morre mulher que ficou 37 horas presa em escombros após terremoto na Colômbia

Daniela Largo, mulher que ficou 37 horas presa em escombros após terremoto na Colômbia, morreu em hospital. Trágico balanço chega a 294 mortos.
Morre mulher que ficou 37 horas presa em escombros após terremoto na Colômbia

A tragédia na Colômbia ganhou contornos ainda mais dolorosos com a confirmação da morte de Daniela Largo, que ficou presa sob os escombros por quase 37 horas após um terremoto devastador. O tremor, de magnitude 7,4, ocorrido na segunda-feira (10), já deixou pelo menos 294 mortos e cerca de 4.000 feridos, com as cidades de Cali e Pereira entre as mais afetadas. Daniela, de 32 anos, foi resgatada na terça-feira (11) em uma operação que se tornou um símbolo de esperança para muitos, mas faleceu na noite de sexta-feira (14) em um hospital, segundo informações de sua família.

O resgate de Daniela foi celebrado com aplausos e gritos de alegria, mas a euforia rapidamente se transformou em luto. Sua mãe, Sandra Milena Pérez, expressou sua dor em uma ligação à agência de notícias AFP, revelando que Daniela deixa um filho de apenas 12 anos. As autoridades continuam a busca por pelo menos 320 desaparecidos, enquanto o trabalho de remoção dos escombros avança lentamente, com poucos sinais de sobreviventes.

As equipes de resgate, equipadas com máquinas pesadas, trabalham incansavelmente para remover os destroços, mas o cheiro de decomposição se intensifica com o passar dos dias. Em meio ao desespero, a solidariedade se manifesta de diversas formas. Voluntários organizam arrecadações para ajudar os desabrigados, e muitos se reúnem para oferecer apoio emocional aos afetados pela tragédia.

Em Cali, a cidade mais atingida, centenas de sobreviventes que perderam suas casas enfrentam noites em barracas improvisadas em parques. A cozinheira voluntária María Josefa Aragón, de 42 anos, prepara “sancocho”, uma sopa típica colombiana, para alimentar os necessitados. “Faço isso porque vem do coração. Vou ajudar meus vizinhos o máximo que puder”, afirmou.

Além da ajuda material, foram criados pontos de atendimento psicológico para oferecer suporte emocional às vítimas e aos socorristas, que enfrentam o desgaste físico e emocional após dias intensos de trabalho. O presidente Abelardo de la Espriella visitou algumas das áreas mais afetadas e decretou calamidade nacional, anunciando a liberação de ajuda para os afetados. Até o momento, mais de 14 mil casas foram destruídas, e programas para localizar animais de estimação desaparecidos também foram implementados.

Em Bogotá, onde os danos foram mínimos, voluntários se mobilizam para organizar a ajuda humanitária destinada às regiões mais afetadas, reafirmando a mensagem de que ninguém está sozinho. Laura Mendoza, uma consultora de 47 anos, expressou seu apoio: “Para mim, é como se fossem da família”. A tragédia deixou uma marca profunda na Colômbia, mas a resiliência e a solidariedade do povo se destacam em meio à dor.

Últimas Notícias