O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, atualmente detido em Nova York, expressou apoio ao diálogo como caminho para a paz em sua nação. Em uma mensagem divulgada em suas redes sociais neste domingo (2), ele celebrou a possibilidade de conversas entre o governo interino e a oposição, que estão programadas para ocorrer esta semana. Maduro, que foi capturado em uma operação militar dos Estados Unidos em janeiro, enfrenta acusações de tráfico de drogas e armas, as quais ele nega. Sua esposa, Cilia Flores, também está presa, e ambos aguardam julgamento em uma penitenciária no Brooklyn. Com a queda do regime, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o poder interinamente, enquanto Washington pressiona por um diálogo que leve a um calendário eleitoral e novas eleições no país. Em sua mensagem, Maduro enfatizou a importância do respeito mútuo e da inclusão, afirmando que o diálogo é fundamental para a convivência pacífica entre os venezuelanos. “Falar de um renascimento nacional é falar de solidariedade e diálogo sincero”, escreveu ele, pedindo que agosto seja um mês de conquistas e renascimento espiritual para a Venezuela. As negociações entre o governo de Rodríguez e a oposição, apoiada pelos Estados Unidos, ocorrerão em Caracas, mas sem a presença da principal líder oposicionista, María Corina Machado, que está exilada e optou por não dificultar o processo. O julgamento de Maduro e Flores está agendado para começar em 1º de junho de 2027. Durante sua primeira audiência, Maduro se declarou “um prisioneiro de guerra” e alegou ter sido sequestrado. Recentemente, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos autorizou o pagamento dos honorários dos advogados de Maduro e Flores, que antes eram proibidos devido a sanções. O futuro da Venezuela permanece incerto, mas o apelo ao diálogo de Maduro pode ser um passo crucial em direção a uma solução pacífica para a crise política que assola o país.



