Post: Oxford Street proíbe veículos para revitalizar a rua comercial mais famosa de Londres

Oxford Street proíbe veículos para revitalizar a famosa rua comercial de Londres, atraindo investimentos de grandes marcas.
Oxford Street proíbe veículos para revitalizar a rua comercial mais famosa de Londres

A Oxford Street, a rua comercial mais famosa de Londres, inicia uma transformação significativa ao proibir a circulação de veículos em um trecho de 800 metros, na tentativa de recuperar seu prestígio. A medida, que entra em vigor na próxima segunda-feira (26), ocorre em um contexto onde grandes marcas, incluindo empresas asiáticas, estão investindo em lojas-conceito na região. O fechamento da via, que se estende entre a Selfridges e a Ikea, faz parte de um projeto maior de revitalização orçado em 150 milhões de libras esterlinas (aproximadamente R$ 1 bilhão).

O prefeito Sadiq Khan descreve a Oxford Street como “a principal rua comercial do nosso país” e acredita que a transformação ajudará a competir com destinos icônicos como a Quinta Avenida em Nova York e a Champs-Élysées em Paris. A decisão surge após uma década desafiadora para a área, marcada pelo fechamento de lojas de departamentos como Debenhams e House of Fraser, além do impacto da pandemia de coronavírus, que elevou a taxa de imóveis vagos para 13,7% em 2022.

Os aluguéis na parte oeste da Oxford Street também sofreram uma queda drástica, reduzindo-se de uma média recorde de 1.100 libras (R$ 7.409) por pé quadrado em 2016 para apenas 600 libras (R$ 4.041) durante a pandemia. Para atrair novos inquilinos, muitos proprietários começaram a oferecer descontos e períodos de isenção de aluguel, o que resultou em uma proliferação de lojas de souvenirs e produtos de baixo custo, contribuindo para a percepção de decadência da área.

Recentemente, no entanto, a confiança dos investidores começou a se recuperar. Os antigos prédios das lojas Debenhams e House of Fraser estão sendo reformulados para incluir mais espaços de escritório, e uma nova corporação de desenvolvimento local foi criada para acelerar as decisões de planejamento urbano. Dee Corsi, diretora-executiva da New West End Company, que representa mais de 800 empresas, enfatizou a importância da Oxford Street como um motor econômico para Londres e o Reino Unido.

Apesar da controvérsia em torno do fechamento da via, a maioria dos varejistas apoia a iniciativa. Naomi Simcock, diretora de operações da John Lewis, destacou que a transformação representa uma oportunidade de criar um espaço atraente para clientes e visitantes. Nos últimos meses, marcas como Miniso e Pop Mart, além de gigantes como Zara e Nike, têm investido em lojas-conceito na Oxford Street, sinalizando um renascimento do interesse na área.

Dados da consultoria Savills revelam que 39 contratos para lojas foram fechados no último ano, e a taxa de imóveis vagos caiu para menos de 1%. Embora os aluguéis ainda estejam abaixo dos níveis de 2016, a recuperação está em andamento. A inauguração da Elizabeth Line, que melhorou o acesso à Oxford Street, também tem contribuído para atrair grandes marcas de volta à região.

Sam Foyle, codiretor global de varejo da Savills, destacou que a Oxford Street oferece espaços amplos em prédios interessantes, tornando-se um local ideal para as marcas se destacarem. A confiança das empresas asiáticas em Londres está crescendo, com a Miniso planejando transformar o espaço da antiga loja HMV em uma experiência de compras inovadora. Essa transformação na Oxford Street representa não apenas uma mudança física, mas também um esforço para restaurar a imagem e a vitalidade de uma das ruas mais icônicas do mundo.

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