A Apple Inc. está prestes a revelar uma nova estratégia de inteligência artificial durante sua conferência anual, a Worldwide Developers Conference (WWDC), marcada para esta segunda-feira (8). Este evento ocorre em um momento crucial, dois anos após o lançamento inicial de suas tecnologias de IA, que não atenderam às expectativas do mercado e tiveram diversos recursos adiados. A empresa deve apresentar uma versão reformulada da assistente digital Siri, além de uma série de novos recursos de inteligência artificial e atualizações para seus sistemas operacionais, incluindo iOS 27, iPadOS 27, macOS 27, tvOS 27, watchOS 27 e visionOS 27. Diferente das atualizações de 2025, que focaram em uma nova interface, as novidades deste ano priorizam a confiabilidade e a responsividade do software, prometendo maior duração de bateria e desempenho aprimorado. Essa abordagem lembra lançamentos anteriores que visavam melhorias de qualidade, como o Mac OS X Snow Leopard, de 2009, e o iOS 12, de 2018. Além disso, a Apple está investindo em recursos voltados para usuários corporativos e consumidores em mercados emergentes, como Índia e Indonésia, ampliando sua presença na região do Sudeste Asiático. A nova versão do software do iPhone também incluirá mudanças internas para suportar um iPhone dobrável previsto para ser lançado ainda este ano. Uma das principais novidades é o CoreAI, um sistema que permitirá aos desenvolvedores integrar inteligência artificial em seus aplicativos de forma mais acessível. A Siri também se beneficiará de uma nova abordagem, permitindo que desenvolvedores acessem seus serviços e aplicativos de IA. As novas tecnologias devem ser disponibilizadas aos consumidores no segundo semestre, em sincronia com o lançamento de versões atualizadas do iPhone e do Apple Watch. Contudo, é importante ressaltar que alguns recursos podem ser alterados ou adiados, dependendo do progresso da Apple no desenvolvimento. No centro da estratégia de IA da Apple está a reformulação da Siri, um projeto conhecido internamente como Campo. A ideia é transformar a assistente em uma companheira de IA que possa auxiliar os usuários em diversas tarefas ao longo do dia, tornando mais fácil o controle de aplicativos da Apple e de terceiros. Para isso, a Apple está utilizando um modelo Gemini, desenvolvido pelo Google, sua concorrente e parceira de longa data. Esse acordo bilionário envolve a hospedagem de parte da nova Siri em servidores do Google, o que levanta questões sobre privacidade, uma vez que a Apple sempre enfatizou a proteção dos dados dos usuários. Vários recursos que foram prometidos anteriormente, como a capacidade de acessar dados pessoais entre dispositivos e contas Apple, estão entre as novidades esperadas. Outra inovação significativa é um aplicativo dedicado da Siri, que permitirá manter conversas e dar continuidade a interações anteriores. Os usuários poderão acessar esse aplicativo deslizando para baixo a partir de um resultado exibido pela assistente. A Apple também está promovendo uma grande atualização em sua tecnologia Visual Intelligence no iOS 27. O recurso, que anteriormente estava vinculado ao botão de controle da câmera, agora será integrado à Siri dentro do aplicativo Câmera, aumentando sua visibilidade em todo o sistema operacional. Essa tecnologia passará a reconhecer e executar ações relacionadas a rótulos nutricionais e informações de contato, além de identificar objetos e extrair informações relevantes. Por fim, a Apple está implementando melhorias em suas ferramentas de edição de fotos, com novos recursos baseados em inteligência artificial que serão distribuídos por todos os seus sistemas operacionais. Com essas inovações, a empresa busca não apenas recuperar o tempo perdido, mas também se posicionar como líder em um mercado cada vez mais competitivo em inteligência artificial. A cobertura da conferência de desenvolvedores será realizada pela Bloomberg News, que fará um blog ao vivo no Bloomberg.com e no Terminal Bloomberg. O evento terá início às 10h, horário local, na sede da Apple em Cupertino, Califórnia.




