A Justiça de Mato Grosso determinou o bloqueio de mais de R$ 5,4 milhões em bens e ativos financeiros de pessoas físicas e jurídicas investigadas por crimes contra a ordem tributária. As medidas foram autorizadas em 2026, no contexto de quatro investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários (Defaz) da Polícia Civil.
Ao todo, cinco decisões judiciais foram emitidas, permitindo o bloqueio de valores através do Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), totalizando R$ 5.470.870,81. Além do bloqueio financeiro, as determinações incluem o sequestro e a indisponibilidade de 14 imóveis e 21 veículos pertencentes aos investigados.
Os bens afetados abrangem uma variedade de propriedades, incluindo apartamentos, casas, imóveis comerciais, propriedades rurais e participações em imóveis localizados em Mato Grosso, Bahia e São Paulo. Restrições também foram impostas sobre veículos registrados em nome dos investigados.
De acordo com a Polícia Civil, as medidas cautelares visam impedir a transferência, ocultação ou dilapidação do patrimônio durante o andamento das investigações. O objetivo é garantir a efetividade de uma eventual reparação dos prejuízos causados aos cofres públicos.
As investigações estão sendo conduzidas pela Defaz em colaboração com o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Mato Grosso (Cira-MT). Esta força-tarefa é composta por membros da Polícia Civil, Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), e atua no combate à sonegação fiscal e na recuperação de ativos.
Conforme informações do Cira-MT, novas medidas patrimoniais estão em andamento. O bloqueio superior a R$ 5,4 milhões faz parte das ações do comitê para preservar os bens dos investigados, evitar a ocultação de patrimônio e assegurar o ressarcimento dos danos ao Estado ao final dos processos judiciais.




