A suspensão da campanha de Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Novo no Paraná, será analisada pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em uma sessão virtual extraordinária. A defesa do ex-procurador da Lava Jato aguarda que a decisão que impediu Dallagnol de fazer campanha seja revertida. O processo, que está em segredo de Justiça, foi levado ao TSE após uma liminar emitida pelo ministro Floriano de Azevedo Marques no último sábado (19), que suspendeu a propaganda eleitoral do candidato, proibindo-o de participar de debates e de utilizar recursos do Fundo Partidário.
A expectativa da defesa é que a proibição seja removida, permitindo que Dallagnol continue sua campanha até que seu registro de candidatura seja julgado em última instância. O advogado Leandro Rosa, que representa Dallagnol, expressou estranheza em relação à decisão, uma vez que o registro de candidatura já havia sido deferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). Segundo Rosa, a legislação permite que candidatos com registro sub judice realizem atos de campanha, incluindo o uso do horário eleitoral gratuito.
Dallagnol, mesmo com a suspensão, afirmou nas redes sociais que seu nome estará nas urnas, já que seu registro permanece deferido. A defesa argumenta que a decisão do TSE é inédita, uma vez que, em casos anteriores, candidatos em situações semelhantes puderam continuar suas campanhas. O pedido pela suspensão da campanha de Dallagnol foi feito pela Coligação Paraná Para Todos, que inclui o PT, e remete a um processo anterior de cassação de seu registro nas eleições de 2022.
Na ocasião, o TSE decidiu que Dallagnol, ao pedir exoneração do Ministério Público Federal, buscou evitar investigações disciplinares que poderiam resultar em punições, o que o tornaria inelegível pela Lei da Ficha Limpa. A defesa, no entanto, argumenta que não houve condenação formal e que o parecer do Ministério Público Eleitoral foi favorável ao registro do candidato neste ano.
Com a liminar em vigor, Dallagnol não pode fazer campanha até que o TSE decida sobre a questão. A defesa espera que a Corte reanalise a decisão e permita que o candidato retome suas atividades eleitorais.




