Em um cenário de crescente tensão no Oriente Médio, Israel lançou uma nova ofensiva contra a cidade de Tiro, no sul do Líbano, nesta terça-feira (9), resultando na morte de pelo menos oito pessoas, conforme informações de autoridades locais. O ataque ocorreu logo após o Exército israelense emitir uma ordem de retirada para toda a cidade e áreas vizinhas, incluindo o bairro cristão da histórica cidade portuária, uma medida sem precedentes desde o início do conflito. Moradores desesperados formaram longas filas de veículos tentando deixar a cidade, enquanto equipes da Defesa Civil trabalhavam para transportar idosos para abrigos temporários. As operações de resgate continuavam, com equipes buscando sobreviventes entre os escombros deixados pelos bombardeios. O governo do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu reafirmou sua intenção de prosseguir com as operações contra o Hezbollah, apesar das advertências do Irã e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na segunda-feira (8), um apelo do líder americano havia interrompido os ataques diretos entre Israel e Irã, mas a continuidade da ofensiva no Líbano ameaça a já frágil trégua e pode provocar uma nova escalada no conflito. Além do ataque a Tiro, o Exército israelense informou que um homem armado foi abatido na região da Cordilheira de Ramim, no norte de Israel, após cruzar a fronteira do Líbano e disparar contra as tropas. Nenhum soldado israelense ficou ferido nesse incidente. O Irã, por sua vez, declarou que retomaria suas ações militares se Israel continuasse a atacar seu aliado Hezbollah. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que os subúrbios de Beirute, onde a milícia está baseada, serão alvos de retaliações a cada ataque contra o norte de Israel. “Rejeitamos categoricamente as ameaças do Irã. Qualquer tentativa iraniana de vincular Líbano e Irã e atacar Israel será enfrentada com grande força”, declarou. Recentemente, Israel bombardeou redutos do Hezbollah em Beirute, e Teerã respondeu com um ataque de mísseis contra Israel. O governo iraniano sustenta que qualquer solução para o conflito regional deve incluir o Líbano. Embora a trégua tenha reduzido os bombardeios, os confrontos não cessaram completamente. Desde a implementação da trégua mediada pelos EUA em 17 de abril, o Exército israelense realizou 3.491 ataques aéreos e 407 demolições, conforme balanço divulgado pelo governo libanês. A recusa de Israel em encerrar sua campanha militar no Líbano, como exige Teerã, tem dificultado os esforços de Trump para transformar a trégua em um acordo mais duradouro. Na semana passada, os militares israelenses afirmaram que combatentes do Hezbollah estariam escondidos em Tiro, aumentando as tensões na região.




