Post: Haiti celebra volta à Copa do Mundo, mas enfrenta escassez de camisas da seleção

Haiti celebra sua volta à Copa do Mundo, mas enfrenta escassez de camisas oficiais, levando torcedores a recorrer a falsificações.
Haiti celebra volta à Copa do Mundo, mas enfrenta escassez de camisas da seleção

A poucos dias da estreia da seleção haitiana na Copa do Mundo de 2026, o entusiasmo é palpável nas ruas de Porto Príncipe. Cinquenta e dois anos após sua primeira e única participação em um Mundial, o Haiti se prepara para voltar ao maior palco do futebol. No entanto, para muitos torcedores, demonstrar essa paixão se tornou um desafio inesperado: os uniformes oficiais dos Grenadiers, como são conhecidos os jogadores, estão praticamente indisponíveis no site da fornecedora Saeta, onde vários modelos aparecem como esgotados.

Com a estreia se aproximando, encontrar a camisa oficial se transformou em um verdadeiro percurso de obstáculos. Em Pétion-Ville, Richardson relata que multiplicou suas tentativas sem sucesso. “Depois de 52 anos, o Haiti está de volta à Copa do Mundo, e isso desperta um imenso orgulho”, explica. “Há professores que querem usar a camisa da seleção. Há padres, pastores que também desejam vestir o uniforme. É como se o país inteiro quisesse comprar esse produto. Mas, infelizmente, é difícil encontrar a camisa original.”

A escassez abriu espaço para a proliferação de produtos falsificados, amplamente disponíveis nas ruas da capital. Outros torcedores acabam tendo que ser menos exigentes. É o caso de Jean-Charles, que acredita que o essencial é apoiar a seleção, independentemente da origem da camisa. “Essa situação me surpreende. É difícil encontrar uma camisa original”, afirmou. “Sou praticamente obrigado a comprar uma camisa falsificada na rua. Mas, apesar disso, é algo bom. É um grande orgulho para nós ver o Haiti participar da Copa do Mundo depois de 52 anos de ausência. Queríamos muito viver isso, especialmente nós, os jovens. Para mim, já é uma vitória, encontre eu uma camisa ou não.”

Enquanto não há previsão de reposição dos estoques, muitos torcedores terão que escolher entre esperar ou recorrer às cópias disponíveis no mercado informal. O certo é que, com a proximidade do Mundial, a febre do futebol já tomou conta das ruas de Porto Príncipe, onde bandeiras e cores da seleção se multiplicam.

A classificação haitiana para a Copa foi celebrada como um feito histórico. A seleção garantiu a vaga após vencer a Nicarágua por 2 a 0, terminando na liderança de seu grupo nas eliminatórias. Cinquenta e dois anos depois da participação em 1974, o país volta a disputar o torneio, reacendendo expectativas e orgulho nacional.

Outra ilha caribenha também fez história: Curaçao conquistou sua primeira classificação para uma Copa do Mundo. A equipe segurou um empate por 0 a 0 contra a Jamaica, resultado suficiente para terminar na liderança do grupo B. Com cerca de 150 mil habitantes, tornou-se o país menos populoso a se classificar para o torneio. A conquista provocou comemorações em Willemstad, capital de Curaçao, onde bares e restaurantes foram tomados por torcedores celebrando a façanha. A “Blue Wave”, como é chamada a seleção, fará sua estreia carregando o simbolismo de representar uma das menores nações já presentes no Mundial.

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