O Grupo Latam anunciou um lucro líquido de US$ 441 milhões no terceiro trimestre de 2026, representando um aumento de 16,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita operacional da companhia alcançou US$ 4,567 bilhões, um crescimento de 18,4% em comparação com o terceiro trimestre de 2025. O EBITDA ajustado, que mede os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, foi de US$ 1,095 bilhão, refletindo a saúde financeira da empresa em um cenário desafiador.
O resultado operacional ajustado foi de US$ 573 milhões, com uma margem operacional de 12,5%, uma queda em relação aos 18,1% registrados no mesmo trimestre do ano passado. Jerome Cadier, CEO da Latam, expressou otimismo cauteloso em relação ao futuro da companhia, destacando que, apesar do crescimento, a empresa enfrenta desafios significativos no setor aéreo brasileiro.
Entre os principais obstáculos mencionados por Cadier estão o aumento contínuo do preço do combustível, a volatilidade do câmbio, a implementação da reforma tributária e o fim da escala 6×1. “O combustível continua sendo uma variável bastante relevante. Essa crise não vai embora tão cedo, e os preços do petróleo e do combustível de aviação devem continuar altos, o que também deve impactar o ano de 2027”, afirmou o CEO. Ele destacou que mais de 60% dos custos das companhias aéreas no Brasil são dolarizados, o que torna a flutuação cambial um fator crítico para a operação da Latam.
Atualmente, a Latam conta com aproximadamente 20,5 mil funcionários no Brasil e enfrenta concorrência de empresas como Gol, Azul, Aerolíneas Argentinas e Avianca. O desempenho financeiro da companhia no terceiro trimestre reflete não apenas a recuperação do setor aéreo após os impactos da pandemia, mas também a necessidade de adaptação a um ambiente econômico em constante mudança.




