Os Estados Unidos demitiram o tenente-general Brett Sylvia, principal responsável pelo planejamento militar do país, em um momento em que o governo de Donald Trump parece se preparar para novos ataques contra o Irã. A decisão foi noticiada por veículos de imprensa nesta quinta-feira (29) e ocorre em meio a uma série de demissões de altos oficiais militares desde o retorno de Trump ao poder, em janeiro de 2025.
Sylvia ocupava o cargo de chefe de estratégia, planejamento e política do Estado-Maior Conjunto e foi afastado após indícios de que estaria envolvido em vazamentos de informações sigilosas. De acordo com a CBS, um funcionário do Pentágono revelou que o general não passou em três testes com detector de mentiras ao ser questionado sobre a divulgação de informações confidenciais à imprensa.
A situação de Sylvia é emblemática de uma política mais ampla do governo Trump, que tem se mostrado intolerante a vazamentos, especialmente no âmbito militar. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, já havia mencionado que a administração reduziu em 20% o número de generais e almirantes, enfatizando a necessidade de maior “prestação de contas” entre os altos oficiais.
Inicialmente, um porta-voz do Estado-Maior Conjunto emitiu um comunicado confirmando a demissão de Sylvia e desejando sucesso em sua futura carreira. No entanto, o comunicado foi posteriormente retirado, com a justificativa de que não refletia adequadamente todas as circunstâncias do caso. O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, reiterou a política de “tolerância zero” em relação à divulgação não autorizada de informações sigilosas, embora não tenha mencionado o nome do tenente-general.
As tensões entre os Estados Unidos e o Irã têm aumentado, e Trump avaliou a possibilidade de lançar novos bombardeios após as eleições de meio de mandato. O presidente se referiu a ataques anteriores, que resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei, como uma “Fúria Épica”, indicando que a situação no Oriente Médio continua crítica. Desde setembro, não houve ataques significativos entre Washington e Teerã, mas o conflito se intensificou em relação a navios comerciais na região.
Brett Sylvia, além de sua recente posição, já havia comandado a divisão do Exército encarregada de ataques aéreos e liderou uma unidade no Iraque, o que o tornava uma figura central nas operações militares americanas. Sua demissão levanta questões sobre a direção futura das estratégias militares dos Estados Unidos sob a administração Trump, especialmente em um contexto internacional tão volátil.



