O governo federal, sob a liderança do presidente Lula, está intensificando o monitoramento das mobilizações de caminhoneiros em resposta a ameaças de paralisações em várias regiões do Brasil. Recentemente, cidades como Santos (SP) e Salvador já registraram protestos exigindo a tramitação da Medida Provisória 1.343, conhecida como MP do Frete. Essa medida é crucial para a categoria, pois altera a forma de cálculo do piso mínimo do frete, incluindo custos como combustível, manutenção e pedágios.
A MP, que foi editada em março após intensas negociações com representantes dos caminhoneiros, tem um prazo de validade que se encerra na próxima quinta-feira (16). Caso não seja aprovada até essa data, as mudanças propostas deixarão de vigorar, obrigando o governo a reiniciar o processo legislativo com um novo projeto.
No último domingo (12), o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, se reuniu com ministros da Advocacia-Geral da União, da Casa Civil e da Secretaria-Geral da República, além do líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE). O objetivo das discussões foi acompanhar as manifestações e articular a votação da MP do Frete antes do fim de sua vigência. Santoro expressou otimismo, afirmando que a expectativa é que a votação ocorra nesta terça-feira (14).
A pressão para a aprovação da medida aumentou nas últimas semanas, com lideranças dos caminhoneiros discutindo a possibilidade de uma paralisação nacional. Wallace Landim, presidente da Abrava (Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores), orientou os caminhoneiros a suspenderem viagens e anunciou paralisações em áreas portuárias como forma de pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a colocar a MP em votação antes do prazo final. Em um vídeo, Landim declarou: “Davi Alcolumbre, está na sua mão, meu irmão. Ou vota a MP, ou nós vamos parar o Brasil como em 2018.”
A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados em junho, mas ainda aguarda análise no Senado. No entanto, há um forte lobby contra a proposta no Congresso, especialmente entre a bancada do agronegócio e parte das empresas de transporte, que alegam que as novas regras aumentam os custos do transporte e podem impactar a inflação. A situação continua a evoluir, e o governo permanece atento às movimentações dos caminhoneiros e às pressões políticas em torno da MP do Frete.




