Post: Governo lança iniciativas para fortalecer a proteção ambiental e recuperar florestas

Governo brasileiro anuncia ações para proteção ambiental e recuperação de florestas, destacando investimentos e novas unidades de conservação.
Governo lança iniciativas para fortalecer a proteção ambiental e recuperar florestas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quarta-feira (10), no Palácio do Planalto, um conjunto de medidas voltadas para a preservação dos biomas brasileiros e para o enfrentamento das mudanças climáticas. A cerimônia, que coincide com a celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, destaca a importância da ação governamental em um momento crítico para a natureza.

Entre as iniciativas, Lula assinou um decreto que cria novas unidades de conservação e amplia áreas já protegidas. Além disso, sancionou a Lei da Política Nacional para Recuperação da Caatinga e um decreto que visa simplificar os repasses do Fundo Nacional do Meio Ambiente para estados e municípios, focando na prevenção e combate a incêndios florestais.

“Pela primeira vez, estamos nos preparando antecipadamente para combater as queimadas, especialmente com a perspectiva de um El Niño severo, que pode trazer mais desastres climáticos”, destacou o presidente. Para ele, essa ação demonstra que “o Brasil ganha credibilidade internacional no cuidado com o meio ambiente”.

O Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, elaborado pelo MapBiomas, revelou que, em 2025, o país conseguiu manter o desmatamento abaixo de 1 milhão de hectares, um marco significativo.

As novas unidades de conservação, como o Parque Nacional do Tanaru, em Rondônia, e a Área de Proteção Ambiental do Paleocanal do Rio Tocantins, no Pará, são parte das estratégias para conter o desmatamento. Além disso, os parques Nacionais da Serra das Confusões e de Sete Cidades, no Piauí, também foram ampliados, fortalecendo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

Queda significativa no desmatamento

Segundo o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a redução do desmatamento foi observada em diversos biomas, com a Amazônia apresentando uma diminuição de 50%, o Cerrado de 32% e o Pantanal de 63%.

Capobianco ressaltou que, desde 2023, o Brasil retomou a governança ambiental, colocando a questão climática no centro das políticas públicas. “Estamos reconstruindo a capacidade do Estado para fortalecer os órgãos ambientais e restabelecer a coordenação entre o governo federal, estados, municípios e a sociedade”, afirmou.

“A política ambiental não pode ser tratada como um tema secundário”, completou o ministro.

Investimentos em sustentabilidade

Durante o evento, foram anunciados investimentos de R$ 2 bilhões para ações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Além disso, foram assinados atos que destinam R$ 834 milhões do Fundo Clima para empresas e organizações da sociedade civil que apresentarem projetos de restauração da vegetação nativa. Esses recursos, administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), têm potencial para gerar um impacto significativo.

“Estamos não apenas enfrentando o desmatamento, mas também reconstruindo nossas florestas. Este financiamento é um marco para o Brasil”, destacou Tereza Campello, diretora socioambiental do BNDES.

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi instituído em 1972 pela Organização das Nações Unidas durante a Conferência de Estocolmo, marcando um importante passo na agenda global de preservação ambiental.

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