Post: Gianni Infantino enfrenta críticas por uso de jato particular durante a Copa do Mundo

Gianni Infantino enfrenta críticas por usar jato particular na Copa do Mundo, destacando a incongruência com a sustentabilidade climática.
Gianni Infantino enfrenta críticas por uso de jato particular durante a Copa do Mundo

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, tem gerado polêmica ao utilizar jatos particulares para se deslocar durante a Copa do Mundo de 2026, que ocorre em várias cidades da América do Norte. A situação reacendeu as críticas de ambientalistas, que apontam a incongruência entre a ostentação de viagens aéreas e a necessidade de ações em prol da sustentabilidade climática. Infantino, que já foi visto em arquibancadas de cidades como Cidade do México, Los Angeles e Vancouver, tem sido acompanhado por ex-jogadores e assessores, aumentando a frequência de seus deslocamentos. O torneio, que contará com 48 seleções e 104 partidas, intensifica o impacto ambiental gerado por essas viagens, especialmente considerando que uma hora de voo em um jato particular pode emitir a mesma quantidade de CO₂ que uma pessoa comum emite em um ano. A empresa francesa Greenly estima que, se Infantino continuar a viajar entre cidades até o final das oitavas de final, sua pegada de carbono pode variar entre 300 e 500 toneladas, o que equivale à emissão anual de 35 a 55 franceses. A FIFA, por sua vez, defende que as escolhas de transporte são feitas com base na eficiência e na economia, mas críticos argumentam que essa justificativa não se alinha com a urgência de uma consciência climática. David Gogishvili, geógrafo da Universidade de Lausanne, ressalta que a estrutura do torneio, com estádios espalhados por um vasto território, cria uma dependência do transporte aéreo, um dos maiores emissores de gases de efeito estufa. John Hocevar, do Greenpeace, também critica a mensagem contraditória que essa prática transmite, especialmente em um momento em que o mundo enfrenta os efeitos das mudanças climáticas. Além disso, o uso de jatos particulares não é exclusivo da cúpula da FIFA, refletindo um padrão de consumo excessivo que agrava ainda mais o impacto ambiental do evento. A Copa do Mundo de 2022, por exemplo, trouxe ao Catar 1.846 jatos particulares, superando eventos como o Super Bowl e o Festival de Cannes. Essa realidade levanta questões sobre a responsabilidade dos organizadores e a necessidade de um modelo mais sustentável para eventos esportivos futuros. Com a Copa do Mundo feminina programada para o Brasil em 2024 e o centenário da Copa masculina em 2030, que será realizada em três continentes, o desafio de reduzir a pegada de carbono se torna ainda mais urgente. A discussão sobre a sustentabilidade no futebol é cada vez mais relevante, e a FIFA terá que lidar com a pressão crescente para adotar práticas mais responsáveis em relação ao meio ambiente. A crítica ao uso de jatos particulares por Infantino é um reflexo de um problema sistêmico que vai além de sua figura, apontando para a necessidade de uma mudança significativa nas políticas da FIFA e na forma como os grandes eventos esportivos são organizados.

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