O ex-jogador da seleção camaronesa, Samuel Eto’o, manifestou seu apoio ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, em um momento delicado para o dirigente, que enfrenta crescentes pressões para renunciar. As críticas surgem após a proposta de Infantino de permitir investimentos privados em competições da Fifa, um plano que gerou descontentamento entre diversas federações e ligas de futebol ao redor do mundo.
Eto’o, que atualmente preside a Federação Camaronesa de Futebol, defendeu Infantino, afirmando que as acusações contra ele estão ligadas a manobras políticas em vésperas das eleições presidenciais da Fifa, marcadas para o próximo ano. “Não acho que o presidente Gianni Infantino tenha feito nada de errado”, declarou Eto’o à CNN. Ele acredita que o momento das críticas é estratégico, visando desestabilizar a liderança de Infantino.
A proposta de Infantino, que previa a distribuição de verbas significativas entre as 211 federações filiadas à Fifa, foi abandonada após forte oposição de várias confederações, incluindo a Uefa, que ameaçou boicotar competições da Fifa. A pressão sobre Infantino aumentou, com a possibilidade de um voto de desconfiança pairando sobre sua liderança.
Apesar disso, a Confederação Africana de Futebol (CAF) expressou apoio a Infantino, e Eto’o reforçou essa posição, ressaltando as contribuições do presidente da Fifa para o futebol africano. “Ele deu oportunidades a nações que não as tinham para participar do torneio mais bonito, a Copa do Mundo”, afirmou o ex-atacante, destacando que Infantino ajudou a desenvolver as federações africanas de forma significativa.
Eto’o concluiu seu discurso pedindo que outras nações africanas se unam em apoio a Infantino, reconhecendo seu papel na transformação do futebol global e na inclusão de países menores nas competições internacionais. A situação continua a evoluir, e o futuro da liderança de Infantino na Fifa permanece incerto, com o ex-jogador clamando por unidade e reconhecimento das mudanças positivas trazidas pelo dirigente.



